Go on

Já falei aqui de séries de humor, mas deixem-me dizer, na minha sinceridade, que nunca consegui entender o sucesso e a piada de Friends. As personagens são demasiado burras, pelo menos duas delas, o humor não me faz sorrir e ao fim de dois minutos estou à beira do suicídio, por isso, mudo de canal…

Mas gosto de Mathew Perry, acho piada ao ator e às suas escolhas. A personagem de Matt Albie é maior do que a própria série (Studio 60 on the Sunset Strip); Mr. Sunshine, a série de humor que protagonizou o ano passado agradou-me, com um sentido de humor doentio, ao lado, mas com tempo para o lado humano. Devo ter sido dos poucos que gostou já que a série foi cancelada e os ratings miseráveis.

Agora estreia este Go On, que teve excelentes resultados nas duas primeiras semanas, em que Perry interpreta o papel de Ryan King, um apresentador de rádio que tem de lidar com a morte da esposa e que para não perder o emprego entra num grupo de terapia.

A série é cómica, o elenco interessante e as personagens excêntricas. No grupo de terapia temos uma hispânica que perdeu a família, uma mãe que perdeu a filha, um negro que não consegue lidar com a morte cerebral do irmão, entre outros.

O que já era uma realidade em Mr. Sunshine, continua a sê-lo em Go On, trata-se de uma série de humor, que brinca com os problemas e preconceitos das personagens, dando ao mesmo tempo uma imagem das limitações e dificuldades de cada um, especialmente da personagem principal. Go On, nestes dois episódios, aposta em finais que nos tentam relacionar connosco, com as coisas simples da vida. A realidade é que não há muitas séries de humor que gastem tempo com o human angle da coisa…

Uma surpresa, e espero que esta dure.

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