ouvidos de mercador

“Neste Julho de 1975, pedi a O Jornal a publicação do excerto que se segue: considero-o contributo para uma leitura em profundidade dos actuais acontecimentos políticos em curso de crise. Quem aprendeu a importância que o passado tem nos actos colectivos deve aferir as suas decisões por bitolas que tenham também esse passado em conta.

A vida de milhões de portugueses e a independência do país estão neste momento em causa. Que os defensores do fragmentado poder político saibam pensar acima do acinte – seja ele de natureza ideológica, partidária ou simplesmente de vaidade.

O povo português, uma vez mais na sua história, sente-se de esperanças: que a ele seja facultado o parto, e muitos aparentes impossíveis se tornarão realidade com repercussões à escala do planeta. Senhores da política: não nos obriguem novamente a matar-nos uns aos outros; não nos vendam outra vez.”

(Nuno Brangança O Jornal, Julho de 1975 – a propósito da publicação de um excerto da obra Directa)

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