Os (livros/filmes com) vapiros não precisam de ser cócós

O rei da série B, John Carpenter, decidiu envolver-se com os vampiros, quando estes tinham sucesso, mas não desmesurado, nem por parte de jovens “inconcientes”, Há 11 anos, portanto.
Vampiros é violento, sangrento, duro e série B o bastante para nos ajudar a passar uma (ou várias) noites, principalmente de inverno.
Destaca-se James Woods no elenco, mas o foleiro Daniel Baldwin e Sheryl Lee (sem adjectivos para ela, sorry) completam o lote de actores mais conhecidos.
Vampiros é suficientemente inteligente e interessante para destruir Lua Nova, Crepúsculo e afins. O que quero dizer com isto? Também há um romance entre humano e vampira, em parte do filme pelo menos.
E vivem felizes para sempre, as well…

New generations

No sábado ficámos com os afilhados (com o original e o de 2ª) e fomos com eles jantar ao centro comercial (oh, well. Felizmente foram convencidos a provar a pizza em vez do McDonalds. Há que variar entre a comida de plástico).
Dei por mim a pensar sobre o que levaria tanta gente a estar ali às 18h, quando vi o cunhado e a namorada.
Fui ter com eles e descobri, era o fim de semana de estreia de Lua Nova.
Ouvi queixas de barulho e histeria na sala de cinema por parte de alguns dos espectadores perante a atitude entusiasta e entusiasmante das pituchas que viam o filme.
Lembrei-me de quando fui ver o Dracula de Bram Stoker (podia falar do frenesim da estreia de Jurassic Park, mas trata-se de vampiros, por isso…). Lembro-me que na altura, e já lá vão alguns anos, a plateia riu a boa voz, aplaudiu, assustou-se em conjunto.
Claro que não havia um interesse extremo pelos protagonistas, o que nos interessava era o mito em si, isso que a série de Meyer destruiu…

Os (livros/filmes com) vampiros não precisam de ser cócós

Um bom exemplo de uma história de amor bem realizada.
Precisamos de ser estupidificados para ver uma história de amor em que entre um vampiro?
Aqui não há pitas aparvalhadas, em vez disso há uma cleptomaníaca aparvalhada que vai muito bem no papel.
Claro que, como em todos os bons filmes, nem tudo é o que parece. Dracula de Copolla mostra como se traduz o melhor romance de vampiros para a tela. Está lá tudo. Humor, amor, terror, erotismo, tudo sem estupidificar o espectador e com algum humor negro à mistura.
Querem começar por algum lugar comecem por aqui, isto se não gostarem de filmes a preto e branco.

Review – TWILIGHT: NEW MOON "So Wooden, It Floats"

via Newsarama
(negritos meus)

Twilight

Taras e manias há muitas, perguntem ao Marco Paulo.
Aí há uns meses comprei o primeiro volume de Stephanie Meyer, por duas razões, gosto de vampiros e o hype deixou-me curioso.
Li o livro com um travo de desgosto e de pena. O livro é fraquito, demasiado juvenil, uma valente perda de tempo, com excepção das últimas 100 páginas que acabam por deixar um gosto agridoce em vez da bílis. A única coisa que guardo do livro são as angústias e expectativas da adolescente fixada no vampiro bom (no sentido de ser um naco gostoso, um pão).
Emprestei o livro a uma amiga minha, mais nova e, como era expectável, ela adorou, tendo comprado os restantes livros da saga. Educadamente recusei quando ela se preparou para mos emprestar.
Anteontem, gravei crepúsculo e comecei a vê-lo com a esposa. Em meia hora estava a dormir.
Os actores são maus, ainda que bonitinhos, o estilo tende a querer ser algo que não é, parece um filme indy, parece querer ser dark, com toda aquela cromática, mas nunca chega a ser nada a não ser uma piada de mau gosto. Os cabelinhos a voar, os personagens muito lidos, a música que tenta ser atmosférica, porra! (ora tomem lá um pontinho de exclamação), Até a fraquita (hoje) Kindred, the Embraced, consegue pôr isto em KO técnico em menos de 10 segundos. Que os adolescentes imberbes se sintam motivados a fazer disto um sucesso mundial, eu percebo, que alguns amigos meus, com idade para ter juízo e bom senso, se juntem ao grupo, confesso que não percebo.
Cinematograficamente nem vale a pena referir filmes de vampiros melhor do que estes, infelizmente impróprios (pelo menos gosto de pensar que sim) para adolescentes com o cio. Literariamente, prefiro os desvarios de Charlotte Harris, com True Blood, ainda que não tenha paciência para a sensualidade desbragada, mas pelo menos sei para o que é que vou.
Querem vampiros? Fiquem-se pelo Bram Stoker, pelos diferentes 30 days of night e pelo The Strain do del Toro. Tudo o resto é…futilidades adolescentes.