Editoriais

Como já referi aqui anteriormente compro religiosamente o Expresso e o Sol.
Esta semana fiquei a saber que os anos de Saraiva à frente do Expresso marcaram o staff editorial, ou que pelo menos ambos os editores (ou equipas) pensarão da mesma maneira.
No Expresso leio sobre o PSD a partir de uma imagem, a de Salomão com as mães que advogam ser a mãe biológica do infante e de como Salomão ao propôr o corte da criança em dois descobre a verdadeira mãe.
No editorial do Sol, Saraiva começa com a imagem de Salomão para falar do PSD…
Este pessoal pensa todo da mesma maneira, ou há algo mais aqui?
Almoços? Espioonagem? Imagem demasiado óbvia? Exemplo clássico na redacção do Expresso?
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Leituras

Compro, desde que o Sol começou, impreterivelmente este semanário e o Expresso.
Muitos me perguntam de qual gosto mais. Não sei responder. Compro os dois semanários ao Sábado, levo-os para um café. Coloco-os sobrepostos. Primeiro a Actual, depois as revistas, e por fim os jornais propriamente ditos. Raramente leio os cadernos de Economia, e de Emprego.
A semana passada comprei, por curiosidade e acaso, o El Pais de Domingo. De vez em quando compro o DN e o Público de Domingo.
Penso que a juntar aos dois semanários portugueses comprarei impreterivelmente o El Pais de Domingo. a qualidade é inegável, quiçá melhor que os dois semanários juntos. Mas, a razão maior para a compra destes é mesmo alguns dos colunistas. Compro o Sol quase exclusivamente por Carla Hilário Quevedo e Paulo Portas, quando há Paulo Portas. E o Expresso por Fernando Madrinha, João Pedro Coutinho e Luís Fernando Veríssimo.
quanto ao El Pais, e não o tenho aqui à mão, há alguns bem interessantes, destaco um colunista de futebol, do qual não me lembro do nome, mas que colocarei aqui mais tarde.

Marketing?

Compro ´religiosamente´, ao Sábado de manhã, o Sol e o Expresso.
Confesso que as principais razões porque compro o Sol são duas rubricas. A crónica de Paulo Portas, especialmente quando é sobre cinema (ou teatro, já agora) e a Cinco Sentidos de Carla Hilário Quevedo.
Agora, ainda que a Tabu não seja uma má revista, transtorna-me andar, quase todas as semanas, à procura desta última – tanto está no início, como no fim, e penso que já por uma ou duas vezes no meio.
Não era preciso, na maior parte das vezes, mas isto obriga-me mesmo a folhear toda a revista!

Era uma vez a Ortografia

Tiveram lugar no passado dia 22 de Maio as Provas de Aferição de Língua Portuguesa do 1º e 2º ciclos do Ensino Básico em Portugal. Consultando o documento Critérios de Classificação, disponível no sítio do Ministério da Educação, fica-se a saber que a prova, para um e outro ciclo, é constituída por duas partes. Na primeira parte não são considerados os erros de ortografia. A justificação dada pelo Ministério é a de que se pretende focar a aferição apenas na competência de leitura e no conhecimento explícito da língua. Passemos adiante.
Para a segunda parte, dedicadas à elaboração de um texto escrito, apresenta-se uma lista que especifica o que se considera ser um erro ortográfico. É erro ortográfico o erro de acentuação, o erro de translineação e a incorrecta utilização de maiúsculas e minúsculas.
Não estão arrolados nesta lista os erros que afectam a forma gráfica da palavra pela selecção incorrecta de grafemas («geito», «análize», «bossula»), nem os erros de morfologia verbal (na distinção entre «voo» e «voou»; contasse» e «conta-se»), nem os erros de individualização de palavras («apartir»; «porcausa»; «derrepente»).
É de lembrar que estes erros são indicadores de uma aquisição deficiente de mecanismos de leitura. Dificilmente se pode garantir que o aluno que erra a forma das palavras – ou seja, que em momentos do seu desempenho está ainda no nível da decifração – é capaz de apurar, na leitura, de modo satisfatório, o sentido de um texto.
Mas, verdadeiramente, não se diz, no texto dos Critérios de Classificação, que estes erros não devem ser considerados. Eles simplesmente não aparecem listados. À enumeração (incompleta) apresentada, acrescenta-se isto: «entre outros». Será que o professor corrector deve considerar os outros ou não? E que outros, então?
Não se sabe. Depende dos resultados pretendidos.

Ana Martins (Consultora do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa) no Sol de 2 de Junho de 2007

Spider-man 3

Nas críticas de cinema do Sol leio sobre Homem-Aranha 3: “Tendo em conta que à terceira aventura se esperava a morte do herói…”, pergunto quem esperava?
Quem escreve olha para a obra (menor, na sua opinião) sem ter em conta a herança dos comics.
Matar o Homem-Aranha em cinema seria afrontar os verdadeiros fãs da personagem e poderia ter resultados catastróficos.
Esquecem-se de que os filmes são alimentados por uma enorme falange de fãs, actuais e passados, que (con)viveram (fugaz ou largamente) com a personagem nos quadradinhos.
Os filmes têm então como objectivo chamar os fãs, mas também criar novos fãs.
Há aqui uma duplicidade, tenta-se que os fãs vão ao cinema, e que o inverso aconteça. O regresso de Venom, de Sandman e do fato negro nos comics (nos meses passados, actuais ou futuros) mostram a necessidade de publicitar o filme. E espera-se que aqueles que nunca leram ou já não lêem comics regressem através do cinema, chamando momentaneamente os vilões e o fato às páginas desenhadas para que estes não se sintam tão perdidos.
Matar o Homem-Aranha? Em condições especiais e únicas. Ninguém duvida que Steve Rogers volte, mas ninguém se preocupa tanto com o Capitão América como com Peter Parker. Em cinema não se mata a galinha dos ovos de ouro, pelo menos definitivamente, veja-se o regresso de Geofrey Rush em Piratas das Caraíbas.
Colocar a hipótese da morte do aracnídeo mostra o desconhecimento da história da banda desenhada e um desconhecimento total das regras do actual cinema e dos comics to film.
Resumindo, Spider Man não é Sin City.
E em segundo lugar, pode-se não gostar destes novos blockbusters, gostaríamos de voltar ao cinam com anti-heróis, mas o cinema com super-heróis está para durar. Pena que achemos que todo o cinema tem de ser com letra grande, e não consigamos imaginar um filme com super-heróis com Cinema.
Escrevo este post antes de ver o filme, acho a primeira sequela superior a muitos Filmes que há por aí. Depois, o objectivo primordial do filme (fazer dinheiro) foi conseguido, 148 milhões de dólares no primeiro fim de semana, o melhor fim de semana de sempre para um filme, vamos a ver como se sai o terceiro Piratas. Ainda faltam 350 milhões para perfazer o valor de 500 milhões de dólares, o custo da terceira aventura de Peter Parker.