Depois do PS, o Benfica.
Manuel Alegre não consegue estar calado. Andou alguns anos a criticar o governo, a fazer oposição interna, mas no momento certo encolheu-se, com medo de perder as presidenciais.
Agora, fora das próxims listas e não tendo nada que fazer, parece continuar a fazer/dizer mais do mesmo.
Vem criticar Vieira, diz que toda a gente fala e que se fala demais (Hello!? Mister Alegre?) e pede explicações.
Ouve o que eu digo, mas não faças o que digo. Já não há pachorra para isto…
Ao menos sou portista.

Talvez na tentativa de ajudar o Record a fazer capas ainda mais garridas a equipa do Benfica tem ajudado com comentários esta semana.
Ontem ou anteontem foi Luisão. Ele, que também foi apanhado com um belo dum grão na asa, dizia acerca de Grimi: Acontece todos os dias.
E eu a pensar que ele tinha aprendido a lição. Que tal uma brigada de trânsito no seixal a ver se controlam o carequinha?

Hoje foi Quique. Diz o treinador do Benfica, em relação aos árbitros: Entendo-lhes a mão.
O que é bonito.
Uma relação de equidade, tu estendes, eu estendo.
Eu gosto deste ambiente.

Mantra?

Sidney, não na Austrália, mas no Seixal ou no Estádio da Luz.
Nunca li nada efectivo do discurso do jogador, só vi os títulos. Mas a quantidade de notícias, capas e entrevistas com um jogador parece-me excessivo.
Principalmente quando a mensagem é uma: Somos os melhores.
Mantra Jornalística?

O 4º classificado do Campeonato Nacional está com uma indigestão, supostamente pela violação da verdade desportiva. Como se fosse lógico, hoje, o 4º classificado ir à Liga dos Campeões.
Os lampiões têm-se mostrado enojados com a possibilidade de favorecimento há 3 ou 4 épocas do FCP e por isso pedem que haja justiça. Alguém me desenterra aí o Salazar? Teríamos toda a década de 60 (e não só) para enterrar o Benfica.

Futebol

O Meu Porto lá foi campeão, com mais golos do que seria de esperar.
O Sporting venceu a malapata e com dois golos de Yannick levou de vencida a equipa do Braga.
O Benfica não conseguiu ganhar e parece que a culpa é da arbitragem ou da Judiciária, que não faz o trabalho de casa!
Luís Filipe Vieira veio fazer o choradinho do costume, pena que não critique a arbitragem quando esta beneficia o Benfica, isto é, quando faz o trabalho de casa; e parece que até Rui Costa armou barraca no final do jogo.
Concedo que os lances sejam duvidosos.
Se o lance da bola na mão do jogador do Boavista é penálti, é tanto como o da bola na mão do Nélson. O lance com Petit e Leo deixa-me dúvidas, para um lado e para o outro. Ainda que toque no pé do jogador do Benfica, parece-me que primeiro afasta a bola.
O que me irrita são várias coisas.
A SporTV é paga e como tal devia ter algum cuidado com a preparação e/ou capacidade dos seus comentadores. Alguns são maus de mais. A maioria dos convidados sofrem demasiado de clubite para o meu gosto. O Hélder, que comentou o jogo na jornada passada, pode ser uma mais valia para o canal do Benfica, mas nunca para um canal generalista. A mensalidade devia ter em conta a qualidade dos comentadores. O que me leva ao comentador de ontem. O tipo embicou que era penálti, o comentador convidado também achou e estiveram a discutir aquilo o resto do jogo.
Lembro-me do Simão, há umas temporadas, depois de assinalarem uma falta que tinha sido inventada por ele (já se esqueceram da quantidade de golos e vitórias ganhas por lances mentirosos do Simão) dizia que era falta sempre que o árbitro assinalava.
Ora, o árbitro ontem não assinalou. Verdade que o Benfica fez um dos melhores jogos da temporada, teve atitude e manifesto azar, mas a arbitragem não foi pior que algumas que temos visto.
Luís Filipe Vieira fala muito e faz pouco. Não tem plano para o futebol e percebe pouco de bola, ou já se esqueceram do que aconteceu ao Alverca? Queixa-se muito, apanágio de todos os dirigentes, quando as coisas lhe correm mal, quando os erros beneficiam a sua equipa nada dizem, como seria de esperar.
Santos destes, dispenso eu.

Da verdade desportiva

A TSF discutia hoje com os seus ouvintes a praticabilidade de inovações tecnológicas no futebol.
De chips para a bola a passar por um árbitro com uma televisão à frente para melhor discernir a jogada.
Sabemos que a UEFA é, tristemente, contra esta parafernália de possibilidades tecnológicas, que desvirtua o jogo dizem eles.
Parece-me que o problema, como sempre, é o dinheiro.
Em situações normais o jogo da Reboleira teria terminado com a vitória da equipa da casa. Já imaginaram o rombo financeiro que seria para a Liga e para a Carlsberg uma primeira edição da Taça da Liga sem FCP e SLB? A questão é financeira. As decisões polémicas, com excepção dos derbis, favorecem sempre um grande, mesmo que este não esteja presente no jogo. O dinheiro movimentado por determinado clube grande (através de adeptos e simpatizantes) nos estádios e nas receitas televisivas é enorme. Daí que em vez de se lutar pela verdade desportiva, levanta-se para que todos vejam a ideia da virtude do jogo. Haverá virtude sem verdade? Ou desde que um grande ganhe há virtude?
Gostamos de criticar os americanos, mas com excepção do golf e do baseball (para mim, pelo menos) as regras dos desportos foram feitas tendo em conta o prazer do espectador.
Daí a míriade de árbitros nos jogos de basquetball (que mesmo assim erram), a possibilidade de pedir imagens da TV em questão de dúvida da decisão do árbitro no Futebol Americano (com possibilidade de ver agravada a posição da equipa se a decisão tiver sido a correcta), acrescentado a isto a possibilidade existente nos jogos de râgueby que o árbitro tem de pedir ajuda a outro árbitro que com a ajuda de uma televisão decide determinada jogada.
Em Portugal, e no resto do mundo, estas questões futebolísticas são (de)terminadas com a expressão “o árbitro é humano, logo erra”.
E então?
Se de vez em quando, ao ir ao Banco o funcionário se enganar e me sonegar 5€, eu não fico quieto, pois não? Nem acho normal? Já que toda a gente é humana e erra…
Havendo a possibilidade de mitigar o erro (não terminá-lo) porque é que se há-de protelar esta situação?
Termino por onde comecei. Os clubes grandes movimentam milhões, directa e indirectamente. Uma final da Liga dos Campeões entre o Rosenborg e o Besiktas? Uma final da Liga entre o Leixões e o Setúbal? Perdem todos. E isso não interessa a ninguém. Clubes, Federações e Ligas, Televisões, patrocinadores e promotores.

O Benfica perdeu a oportunidade certa de vender Simão…é que com as alterações às regras da nossa Liga de Futebol, nomeadamente aquela que diz que as simulações dão direito a suspensão, parece-me que o Simão vai fazer 4 ou 5 jogos esta época!

Agora mais a sério… a alteração às regras até tem sentido, o que me inquieta é o critério. Vimos o ano passado a palhaçada dos sumaríssimos, e a cotovelada que aqui dá castigo, mas além não dá… Em vez de termos um campeonato sério, acho que vamos ter uma guerra belíssima. Ah! E castigos para os árbitros continuam no limbo?

Uma das poucas leitoras (e leitores deste blog) dizia-me a semana passada que andava farta de ler tanto post sobre futebol, desde aí que me tenho contido, mas hoje não resisto.
Como legenda à manchete apraz-me defender Mantorras com uma música portuguesa dos anos 80, “Não Sou o Único”. Penso que haverá mais coxos e mais coxos que o Mantorras no plantel benfiquista.
Já agora, parece-me que o Simão pensava que o árbitro ontem seria o Lucílio Baptista, não? Acho que o Benfica é o único clube português, que de há duas ou três épocas tenta ganhar os jogos, e fá-lo bem, através de penáltis e livres. Verdade seja dita que o ano passado os saltos para a piscina eram mais flagrantes, mas ainda assim…
Concluindo, parece-me ridícula a vassalagem que os media portugueses dispensam ao Benfica. Os primeiros vinte minutos de um telejornal foram passados com o rescaldo do dia de ontem benfiquista! Não há mais notícias? Para piorar os resumos só mostram os lances encarnados, pouco demoram no penálti roubado ao Espanhol.
Não deve ser à toa que o grande português tenha sido Salazar, afinal foi, também, por causa dele que o Benfica se tornou grande nos anos 60!!!