Quem me conhece bem sabe como sou despistado. Há por aqui um café onde já fui buscar chapéus, carteira, telemóveis, livros, revistas, etc. De momento estou sem telemóvel, onde está? Não sei, em local ignoto.

Daí que quando começa a chover me lembro dos chapéus de chuva, que não uso para aí desde os 14/15 anos, chapéus que tinha, em média, menos de uma semana na minha posse. Ficavam no autocarro, na sala de aulas, no café, no recreio, sei lá, ficavam por onde quer que parasse.
A verdade é que quando mudei para o Seixal deixei de usar chapéus de chuva, o que pode ser estranho, já que foi a altura em que comecei a ir a pé para a escola. Molhas? Algumas. Constipações? Nem vê-las.
E o hábito tornou-se realidade. Não gosto de chapéus, não lhes dou uso e gosto tanto, tanto de sentir a chuva.
Manias, enfim.

Da morte iminente deste blog e dos estertores que vai dando

C´um camandro, se isto não está morto, parece. Assim como o nosso país, que ainda esta semana se engalanou, para nos convencer que não se está a afundar. A verdade é que não tenho visto ratos, se isto quer dizer que eles já fugiram ou que vivo em zonas demasiado limpas, não sei.

Tenho passeado pouco pelas ruas dos blogs, a tese e o trabalho têm-me tirado vontade, de escrever algo que não tenha a ver com música e internet e os hábitos quotidianos, que se vão alterando, ignoram os blogs, posts alheios. Até a esposa me acusa, “não vais ao meu blog!”. E eu bem que tento desculpar-me, “não vou a blog nenhum”. Salva-se, ou culpa-se, o Facebook, vício diário, ou quase, obviamente interessante para alguém que tenta escrever breves narrativas. A diminuta extensão dos textos é uma boa desculpa para me manter vivo, ainda que só naquele serviço.

Mas aqui e acolá, vou lendo um ou outro post, um ou outro autor, invejoso da qualidade de alguns, mais invejoso da quantidade de textos que alguns vão colocando, online.
Alguns dos autores preferidos vão ficando para trás, esperançado de os poder apanhar e acompanhar num futuro próximo, ansiando por cumprir o prazo de entrega, ansiando por uma palavra do orientador, ansiando por momentos de libertação física e psicológica.

É triste não ter tempo ou vontade de acompanhar aqueles que durante algum tempo me fizeram companhia, de poder escolher o que leio e ter tempo para ler, para estar com ela.

Alguém cantava, oh tempo volta para trás, eu quero é que o tempo avance, rapidamente e que me dê um pouco de si. Só isso já seria bom.