Ouvindo

Sentado no café, bebe uma mini. Encontro-o lá algumas vezes, logo de manhã.
Sejam nove da manhã, dez ou onze, está ali sentado, a beber minis. E às vezes, às vezes, a ler um jornal, o que apanhar.
Hoje, estava ali, pelos vistos há já algum tempo. A rapariga (nova no trabalho) pergunta-lhe se ele quer “mais uma”.
Ele olha para ela, chama-a e diz-lhe, “não se diz mais uma, diz-se quer uma?”.
Ela pede-lhe desculpa, vai-lhe buscar mais uma, na verdade, e ele queda-se ali, talvez feliz, talvez triste ou indiferente, a beber uma mini. Mais uma…

Meanwhile

Chegado das mini-férias do Natal descubro que só devo ter duas turmas no semestre que vem. Não será a melhor notícia do mundo, mas depende sempre da perspectiva. Haverá menos dinheiro ao fim do mês, por outro há sempre a hipótese de ter mais tempo para investir na tese. Ou isso ou encontrar um part-time.
A ver vamos…

Continuação de boas festas…

Hack/Sign, no Animax, tem uma premissa interessante. É um policial em que os personagens são humanos com avatares num jogo virtual.
A premissa, como dizia, é interessante, mas a animação parece-me completamente desfasada e a música que toca em fundo durante todo o episódio não ajuda. Vi um episódio. Depois, fartei-me.
Pode ser que a manga seja mais interessante.

às vezes queixam-se do barulho, às vezes não

Se há uma coisa que me enerva no ISCTE são os aviões. Não querendo que os leitores entendam isto como uma qualquer metáfora, convém explicitar que falo daqueles que aterram no aeroporto da Portela.
Às quintas-feiras tenho uma aula que está sempre a ser interrompida pelo barulho irritante do avião que nos sobrevoa. Em duas horas passam quatro, cinco, talvez seis aviões.
Daí que não entenda este escarcéu com a AirRace. Estar de papo para o ar a ver aviões? Confesso que nem uma corrida de F1 me motiva, quanto mais de aviões, mas andar a chorar ou a rir porque se perdeu ou ganhou um escarcéu de primeira, com aviões, na borda de um rio, ultrapassa-me.
A sério que sim…

Tremores no ó-ó

O único tremor de que dei conta hoje foram as mãos da patroa a acordar-me e a perguntar se tinha dado pelo tremor.
Ora se um tipo está a dormir … isso pode ser indicador de que não deu pela coisa.

A senhora dos jornais dizia que diziam que em Agosto de 2012 é que é. Não percebi se falava de futurologia ou de cinema.

A única coisa que me preocupou enquanto tentava voltar ao reino de Morfeu é o facto de que o quarto é numa das pontas da casa e a cama está encostada à parede que dá para a atmosfera…

Nota: entre o acordar psicótico da patroa e a conversa com a senhora dos jornais há 7 horas de permeio. É assim que começam os boatos…