Abomino centros comerciais nesta altura do ano. Demasiada gente a passear/pavonear-se pelos corredores. Demasiadas e longas filas.
Assim, comprei algumas prendas de natal que, correndo tudo bem, chegarão no correio nas próximas duas semanas.

New generations

No sábado ficámos com os afilhados (com o original e o de 2ª) e fomos com eles jantar ao centro comercial (oh, well. Felizmente foram convencidos a provar a pizza em vez do McDonalds. Há que variar entre a comida de plástico).
Dei por mim a pensar sobre o que levaria tanta gente a estar ali às 18h, quando vi o cunhado e a namorada.
Fui ter com eles e descobri, era o fim de semana de estreia de Lua Nova.
Ouvi queixas de barulho e histeria na sala de cinema por parte de alguns dos espectadores perante a atitude entusiasta e entusiasmante das pituchas que viam o filme.
Lembrei-me de quando fui ver o Dracula de Bram Stoker (podia falar do frenesim da estreia de Jurassic Park, mas trata-se de vampiros, por isso…). Lembro-me que na altura, e já lá vão alguns anos, a plateia riu a boa voz, aplaudiu, assustou-se em conjunto.
Claro que não havia um interesse extremo pelos protagonistas, o que nos interessava era o mito em si, isso que a série de Meyer destruiu…

Os (livros/filmes com) vampiros não precisam de ser cócós

Um bom exemplo de uma história de amor bem realizada.
Precisamos de ser estupidificados para ver uma história de amor em que entre um vampiro?
Aqui não há pitas aparvalhadas, em vez disso há uma cleptomaníaca aparvalhada que vai muito bem no papel.
Claro que, como em todos os bons filmes, nem tudo é o que parece. Dracula de Copolla mostra como se traduz o melhor romance de vampiros para a tela. Está lá tudo. Humor, amor, terror, erotismo, tudo sem estupidificar o espectador e com algum humor negro à mistura.
Querem começar por algum lugar comecem por aqui, isto se não gostarem de filmes a preto e branco.

Imaginem por um momento que Sócrates é realmente culpado de tudo aquilo de que é suspeito (Freeport, Cova da Beira, Inglês Técnico, TVi, etc, etc, etc).
Se ele fosse culpado seria a melhor pessoa à frente do país. Quem mais nos poderia dar tamanha esperança, perante um défice galopante e o futuro negro que se aproxima? Alguém com tanto panache, know how poderia tirar-nos do buraco em que estamos…
Imaginem, que a minha falta de esperança matou a imaginação…

Na tv

Leio uma crónica no Público (P2) sobre o decréscimo da qualidade das séries de tv nos últimos tempos.
A verdade é que ficámos mal acostumados, nos últimos 5-10 anos foram produzidas algumas das séries mais interessantes e viciantes de sempre, ainda que nem todas com sucesso.
Lembro-me de The Wire, BSG, The West Wing (duh!), as primeiras duas de 24, CSI – Las Vegas, House MD, ainda que intermitentemente, entre outras, estou-me a lembrar das inglesas Spooks, Wire in the Blood, da escocesa, Rebus, das nórdicas, Wallander e Van Veeteren. Tudo de cor. Sabendo que deixo de fora outras boas ou muito boas, Lost, por exemplo.
Os últimos dois ou três anos têm sido chatos para a tv. Não há grandes séries. Há produtos interessantes, divertidos, mas nada que nos puxe pela cabeça, nos faça querer ver aquilo todas as semanas ou invejar o talento de quem as escreve.
A última série de House tem sido uma desilusão, ao voltar ao status quo. Sabe a pouco.
Chuck continua a ser uma surpresa, mas já só vai ter 13 episódios, fugindo ao cancelamento certo.
24 é demasiado repetitivo.
Supernatural continua a ser interessante, divertido e um gozo, mas o que acontecerá depois desta season terminar?
Felizmente que lá por casa há uma série de coisas boas para rever ou ver. Temos estado a ver Studio 60, temos ainda 4 episódios para terminar Jericho (têm que durar até chegar a 3ª season em bd :p) e ando com vontade de rever The West Wing, pelo menos as primeiras 4 seasons.
A ver o que os próximos meses nos guardam…

Flashforward tem uma premissa interessante, mas padece do erro da 2ª season de Lost. Demora imenso tempo para acontecer alguma coisa e se excluirmos o último minuto, o episódio é de uma pasmaceira que constrange.

Review – TWILIGHT: NEW MOON "So Wooden, It Floats"

via Newsarama
(negritos meus)