Para além do Antigo e Novo Testamento Deus devia ter entregue a cada povo e nação a gramática e prontuário respectivos.

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Da doutrina do velho Nobel

Não percebo a celeuma em torno do vetusto Nobél (como ele gosta de proferir e os outros de repetir). Nada do que ele diz é novo.
O velho comunista teima em divulgar o seu ódio para com a religião, ou religiões, ainda que o conhecimento, o bom senso ou a cagufa o impeçam de proferir ataques contra os maometanos. Poderá ser uma questão cultural, talvez…
Saramago afirmou que o mundo seria melhor sem religião, que os homens seriam mais felizes, afirmação polémica, mas mais polémica na boca de um comunista. O que teria sido do Século XX sem os comunistas? Talvez não um céu na terra, mas melhor seria. Saramago gostava que tivéssemos da religião o mesmo sentimento abjecto que ele tem, que aparentemente diminui o homem, que estupidamente acredita num ser omnisciente, omnipotente e bondoso. A dificuldade de Saramago está na leitura (contradição interessante num escritor) que ele faz das Escrituras Sagradas. Confesso que entre a leitura das Sagradas Escrituras e as práticas comunistas me revejo mais na primeira. Alguém dizia que o mais fácil de comprovar na humanidade é a doutrina do pecado universal.
Saramago prega contra a religião e contra a existência de Deus (ou deus na sua versão) que ele não compreende, acusa a religião de tudo o que de mal acontece(u). Isto vindo de um membro destacado de um Partido que engole, cospe, ataca e persegue todos aqueles que (no seu seio) ousam pensar de forma diferente. Vindo de alguém que defende o comunismo, esquecendo todas as atrocidades cometidas nos últimos cem anos.
Não me chocam as afirmações de Saramago, chocam-me as atenções que damos a um velho comunista, incapaz de pensar o mundo de outra forma que não daquela a que foi ensinado.
Mas fico feliz, teria medo se depois do 25 de Abril o comunismo tivesse triunfado, como era pretensão de alguns, em Portugal.
Seríamos mais felizes, livres e cultos com senhores destes no poder? Parece-me que não.

Levantei-me às 7 da manhã.
Vim para a escola.
A aula começava às 9h.
Dois alunos presentes, ainda assim, não ao mesmo tempo.
Os restantes? A serem praxados.
O meu medo? Ainda me faltam duas aulas hoje. O cenário, temo, vai voltar a ser o mesmo: eu, sentado à secretária, e a sala vazia, ou quase.

Ontem

Ando sedado. Uma dor de dentes obriga-me a tomar um antibiótico de 8 em 8 horas, já que não tenho tempo para esperar na sala de espera do dentista (orto….?).
Ontem foi um dia sui generis. Saí de casa leve e quando voltei não sabia onde meter tantos sacos e embrulhos.
Almocei com um dos entrevistados para a tese, que, contra a minha vontade, me ofereceu mais cds do que aqueles que vou conseguir ouvir nas próximas duas semanas, tarefa entretanto já iniciada, fui à Duque de Loulé levantar um prémio, as 4 seasons de Prison Break e dei uma volta pela Bulhosa e trouxe um pack de romances e uma novela gráfica.
Trouxe mais do que esperava, vim mais carregado do que imaginava, mas a conversa ao almoço foi muito boa. É interessante a forma como somos transformados, incomodados (no bom sentido), encorajados por amigos, irmãos ou conhecidos, assim do pé para a mão, quase de chofre.
Valeu, T. Foste, provavelmente sem te aperceber, um bálsamo.

Twilight

Taras e manias há muitas, perguntem ao Marco Paulo.
Aí há uns meses comprei o primeiro volume de Stephanie Meyer, por duas razões, gosto de vampiros e o hype deixou-me curioso.
Li o livro com um travo de desgosto e de pena. O livro é fraquito, demasiado juvenil, uma valente perda de tempo, com excepção das últimas 100 páginas que acabam por deixar um gosto agridoce em vez da bílis. A única coisa que guardo do livro são as angústias e expectativas da adolescente fixada no vampiro bom (no sentido de ser um naco gostoso, um pão).
Emprestei o livro a uma amiga minha, mais nova e, como era expectável, ela adorou, tendo comprado os restantes livros da saga. Educadamente recusei quando ela se preparou para mos emprestar.
Anteontem, gravei crepúsculo e comecei a vê-lo com a esposa. Em meia hora estava a dormir.
Os actores são maus, ainda que bonitinhos, o estilo tende a querer ser algo que não é, parece um filme indy, parece querer ser dark, com toda aquela cromática, mas nunca chega a ser nada a não ser uma piada de mau gosto. Os cabelinhos a voar, os personagens muito lidos, a música que tenta ser atmosférica, porra! (ora tomem lá um pontinho de exclamação), Até a fraquita (hoje) Kindred, the Embraced, consegue pôr isto em KO técnico em menos de 10 segundos. Que os adolescentes imberbes se sintam motivados a fazer disto um sucesso mundial, eu percebo, que alguns amigos meus, com idade para ter juízo e bom senso, se juntem ao grupo, confesso que não percebo.
Cinematograficamente nem vale a pena referir filmes de vampiros melhor do que estes, infelizmente impróprios (pelo menos gosto de pensar que sim) para adolescentes com o cio. Literariamente, prefiro os desvarios de Charlotte Harris, com True Blood, ainda que não tenha paciência para a sensualidade desbragada, mas pelo menos sei para o que é que vou.
Querem vampiros? Fiquem-se pelo Bram Stoker, pelos diferentes 30 days of night e pelo The Strain do del Toro. Tudo o resto é…futilidades adolescentes.

Jericho

Andamos a ver Jericho lá por casa. E a avaliar pela primeira metade da primeira série ainda não acredito que a série foi cancelada, nunca conseguindo captar espectadores suficientes para escapar ao cancelamento, embora os fãs que angariou tenham sido fieis, conseguindo que a série voltasse para uma breve, e mais curta, segunda temporada, à pala de 20 toneladas de amendoins enviadas para a CBS!
A verdade é que Jericho consegue ser melhor série do que muitas que se mantêm por diversas temporadas. Nos EUA, o dia e a hora a que as séries são colocadas no ar marcam as possibilidades de sucesso. E ao contrário dos filmes, é o mercado americano que manda, não havendo outras possibilidades mesmo que a série seja um grande sucesso no resto do mundo.
Jericho conta a história de uma cidade americana Jericho, no Kansas, depois de um ataque nuclear a várias grandes cidades americanas.
A primeira temporada centra-se nos residentes de Jericho e nas diferentes formas como estes reagem e sobrevivem aos desafios da sua nova condição.
Os medos comuns, mas o ataque de mercenários e a presença a poucos quilómetros de um bando de bandidos tornam-se alguns pontos de interesse e conflito nos 12 episódios já vistos.
O personagem principal é Jake Green, um dos filhos do Mayor da cidade que volta à cidade e ali permanece devido ao ataque nuclear, outro dos personagens com mais tempo de acção é Robert Hawkins, um novo habitante e que sabe mais sobre o que aconteceu do que à partida poderíamos supor.
Jake torna-se, pouco a pouco, um dos líderes de Jericho, protegendo a cidade e os seus habitantes, “dividido” entre um antigo amor e uma professora que se apaixona por ele.
A série é divertida, joga bem com o relacionamento entre os diferentes personagens e a dinâmica da pequena cidade americana, enquanto acrescenta a isto diversas e diferentes temáticas como a identidade de uma comunidade, a ordem pública, o valor da família e as generation gaps, tudo isto enquanto vai brindando o espectador com diversos mistérios, relacionados com o passado, essencialmente, dos dois personagens nomeados, mas também sobre os responsáveis dos atentados e as razões por trás deles. Acima de tudo está bem escrita, com um bom desenvolvimento dos personagens e mantendo o interesse, espicaçando, do espectador.

Ainda assim, Jericho tem-se revelado uma série algo leve, por vezes, parece demasiado telenovelesca (há demasiados casos amorosos, demasiadas mulheres com interesses amorosos que acabam por retirar algum tempo à acção), mas acaba por conseguir um equilíbrio interessante.

Já este ano, foi anunciado o regresso de Jericho em dois media diferentes, assim Jericho deverá continuar a sua carreira e a storyline, com uma terceira temporada em BD, pela Devil´s Due (entrevista aqui), e parece que há a possibilidade de terminar a história com um filme.
Diz Turteltaub: “We’re developing a feature for Jericho. It would not require you to have seen the TV show, but it gets into life after an event like this on a national scale. It would be the bigger, full on American version of what’s going on beyond the town in Jericho.”

A ver, no nosso caso, a acabar de ver a primeira season, já que a caixa com a segunda já se encontra no móvel:p

parcialidade imparcial?

Os jornais desportivos desceram hoje à terra. Depois de umas semanas a fazerem capas com o Benfica, em detrimento das notícias e acontecimentos futebolísticos e em prol das vendas, hoje acabaram por dar maior destaque ao Sporting, deixando uma tirinha para a escorregadela do Benfica em terras helénicas.
Percebe-se que as capas do Benfica são feitas para vender (vejam as de Domingo, Segunda e Terça) mais do que para informar ou mesmo para amedrontar.