Isto está bonito, está…

Ah! Respirar fundo e tossir com o cheiro a fuligem de um incêndio aqui perto da Escola.
Sair das aulas às 22h30 e começar a suar em bica. Entrar no carro, ver que, em andamento, marca 29º e ir o resto do caminho de janela aberta, com o cabelo à frente dos olhos.
Abrir o jornal e ver que estão a seguir passo a passo a carreira de Michelle Brito no Roland Garros, os outros tenistas já foram ao ar. Amanhã diremos que ela é grande, mas infelizmente perdeu. A qualidade vê-se no número do ranking.
Beber um café com gelo ao mesmo tempo que ouço 15 minutos sobre a miúda entregue à mãe, que está, estão, na Rússia. Ontem veio a lume um ranking sobre tribunais. Estávamos bem, ao que parece.
Perceber que bater numa criança é crime. O que me chocou não foi o facto da miúda ter levado uma palmada, foi o contexto situacional e maternal da palmada. Não aceito que dar uma palmada quando merecida seja crime, bater na filha como quem corre com um cão isso sim será crime.
Ligo o rádio. O Avô Cantigas fala de um imposto europeu, no meu tempo as cantigas eram outras. O mesmo diz o líder do PCP. Naquele tempo o Avô Cantigas cantava outras músicas.
BPP. BPN. BPN. BPP. BPN…….
Há um conselheiro de Estado a menos, aldrabão ao que parece. A acreditar no ex-patrão dele que está preso.
Há um conselheiro de Estado a menos, um provedor a menos, uma ERC a mais. A TVI foi… foi o quê, afinal? Engraçado como somos um país de liberdade, mas não aceitamos a liberdade dos outros. O Jornal de 6ª Feira é o mais visto do país. E o burro é o povo? Liberdade é ouvir o que dizem de mim e permitir que me defenda. Liberdade é poder que todos possam ter a sua opinião. É permitir que eu possa contribuir para fundamentar/alterar a opinião dos outros. Multar (Quem é a ERC? Porque é que a ERC existe no Portugal do Séc. XXI?) ou proibir limitador. Falamos muitas vezes da maravilha que é o Daily Show, com John Stewart – infelizmente, nunca poderíamos ter um Daily Show português, a ERC não deixaria.
Segundo dia de calor consecutivo. O verão está a chegar e o país está quente, demasiado quente.
Vamos a banhos ou vamos apagar fogos?
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Depois do PS, o Benfica.
Manuel Alegre não consegue estar calado. Andou alguns anos a criticar o governo, a fazer oposição interna, mas no momento certo encolheu-se, com medo de perder as presidenciais.
Agora, fora das próxims listas e não tendo nada que fazer, parece continuar a fazer/dizer mais do mesmo.
Vem criticar Vieira, diz que toda a gente fala e que se fala demais (Hello!? Mister Alegre?) e pede explicações.
Ouve o que eu digo, mas não faças o que digo. Já não há pachorra para isto…
Ao menos sou portista.

Actualizo tanto o meu perfil de MSN que este ainda diz estudante. Por sinal, a loucura instalou-se e sou estudante novamente, logo nada como dar tempo ao tempo…
O que era verdade ontem, pode-se tornar vero hoje.

Da vida enquanto mestrando

Às voltas com um case-study acerca de um blog. A preparar entrevista para outro blogger, mas esta versa sobre a experiência do senhor enquanto músico/produtor/membro de uma editora.
Isto tudo enquanto 100-150 páginas esperam por mim para escrever um texto sobre comunicação e política no que diz respeito ao infotainment.
Não sei se será um adágio, mas a esposa ontem dormiu fora de casa!

Sábado

A sábado é, sem dúvida, a melhor revista semanal portuguesa, porquê?
Tem humor, ainda que não pela mão de Ricardo Araújo Pereira, mas como não é fixa, surpreende-nos aquando de uma leitura mais exaustiva da mesma. Exemplos? A entrevista à sra. que viveu 30 anos com Amália, que diz que deixou o marido por causa de Amália e que acredita em reencarnação e que numa outra vida Amália terá sido sua mãe. Não são todas as revistas que optam por uma entrevista a um caso patológico, por diversas razões, que nos divertem quase frase sim, frase não.
A Sábado para além de ter tudo o que as outras têm, traz brinde. Vá, por um euro! Esta semana é o livro de Yasunari Kawabata, que para além de ser um romance, também nos ensina um pouco de espanhol, pelo menos ao ler a descrição do livro, “O sugestivo decorrer das estações influirá nestas relaciones humanas”. Entende-se. Aprender espanhol deve ser mais fácil do que aprender japonês. Mas ler um livro japonês, num misto de português e espanhol…talvez explique o porquê da entrevista acima referida.
Já menos a brincar lemos a notícia sobre mais uma polémica com Saramago. Mike Davis, professor universitário americano (entende-se, a roubar roube-se um imperialista e porco americano), que Saramago plagiou no seu blog, diz: “Ele é uma pessoa idosa. De certeza que tem alguém que lhe coloca os textos na Internet.”
E antes de terminar, deixem-se dizer que quando for grande quero ser como Mike Davis. Já viram como a resposta do universitário é tão vasta? Chama Saramago de velho, acusa-o de não saber mexer na net, mas não contente com tudo isto, ainda diz que a pessoa que coloca os textos na net é incompetente. Três em um! Brilhante…

Escreveu sem dizer nada a ninguém. Enviou o livro para algumas editoras, só uma lhe respondeu.
Acordaram numa edição curta. Autor novo, livro um pouco longo. Foram algumas das “desculpas” dadas.
O importante para ele era ser editado, embora não soubesse explicar porquê.
Uma, duas, três crónicas. Uma demasiado entusiasta, versava sobre a forma como uma palavra no meio do livro alterava todo o contexto e reformulava a imagem da literatura nacional.
Não percebeu. Uma palavra no meio do livro? Que raio…?
Agarrou numa das suas cópias e leu o que escrevera. Na página 150 depara-se com a palavra, obviamente um erro.
Nesse ano ganhou dois prémios e os seus livros começaram a ser editados em Espanha.
O sucesso foi retumbante.
Estupidamente, pensa. O meu desejo é alterar isto, colocar a palavra bem escrita, mas infelizmente um erro deu-me sucesso.
Anda, obviamente, com um bloqueio. Não consegue escrever nada. Não sabe o que as pessoas acharam do livro, toda a gente fala da inteligência daquela palavra.
A cirrose está a um passo, perdão, copo de se tornar realidade.

Naruto

Nos últimos tempos tenho lido e visto Naruto. E tenho ficado ligeiramente viciado, ainda que confesse, mais na manga do que no anime.
No anime fiquei fascinado com uma das canções de abertura, que tem uma pedalada muito boa e como num dos canais dá com karaoke, já consigo cantar alguma coisa (para quem não sabe cantar, entenda-se).
Deixo aqui a canção.

Ora, esta semana chegou uma encomenda com dvds do Naruto (sim, eu sei!) e consegui ver um dos episódios.
Ora, os episódios que comprei estão na parte da série que tem aquele genérico e respectiva música. Como a série está legendada em inglês, também a música o está.
querem saber a letra do que ouviram?

Cá vai.

A verdade é que aqui, a letra faz mais algum sentido. A versão que eu tenho é bem mais negra e abstracta.

Vá, fica aqui uma tradução, aparentemente em português do Brasil.

Não garoto, não chore 1 2 3 4

Ei garoto, escute o que vou dizer
As pessoas não são grande coisa
Já não lhe direi mais sobre o amanhã
Por isso não esconda seu punho fechado

Venda sonhos para a insegurança até ela sumir
Não tem nenhum velho aqui
Ei garoto, o rifle de dentro de seu coração
É só você que pode apertar o gatilho

Todos os jovens disseram
Que não tem mais jeito, e é ridículo
Pois neste Mundo maravilhoso
Só se pode viver agora

Todos os jovens disseram
Todas as verdades e mentiras
Faça o possível para nunca esquecer isso

Todos os jovens disseram
Que são jovens demais para morrerem
Apenas o nascimento, a vida e a morte,estão em ordem
Viva no ritmo dos sonhos dessa cidade

Todos os jovens disseram
Que em noites sem vento como a de hoje
Estão tentando mudar algo

E para ser chato, aqui fica a versão em inglês, que é LIGEIRAMENTE diferente. E igual à do meu DVD.

Boy, listen to me!

Humans really aren’t all that important
You don’t need something like tomorrow, don’t hide your clenched fist!
You’re not old enough yet to be selling your dreams to anxieties
Boy, the only one that can pull the trigger
To the gun in your heart is you!

All the kids said, “Tear open our hearts!
That guy that gave up… he’s another story,”
All the kids said, “These yelling voices of ours
Are finding freedom from underneath our beds,”

We don’t always see eye to eye, all of the wounds scattered on me that day
Are still causing me to stumble
But I’ll drag on forward, forward
I’m feeling a bit disconnected, I’m crying out
Though no answer is coming
Sitting, doing nothing and laughing
I don’t want to become someone like that

All the kids said, “There’s nothing we can do, it’s pointless.
Because we’re just living in this magnificent world right now,”
All the kids said, “All the truths and lies
Are things we’ll never be able to forget,”

All the kids said, “We’re too young to die, aren’t we?!
All these bored faces lining up in this empty town…”
All the kids said, “On this windless night,
We’re going to make a difference!