Tiago Guillul dixit: Na adoração a contenção é parte do segredo.
Gostei:p
Discutível, embora concorde, mas dizê-lo na rádio é de Homem.

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Chove lá fora e dentro de mim. Cliché, claro, mas não menos verdade.
Não morreu ninguém. Simplesmente, acordei cinzento – mais um cliché!
Como explicar que um sentimento nos possa transformar o ser, mesmo que por breves momentos? Sejam eles minutos, horas, ou dias? Que a brevidade depende sempre do contexto. Não costumo ser assim…
Estou num daqueles momentos em que tudo me sai mal, da boca, do corpo, as palavras saem afiadas, os jeitos tornam-se mais ameaçadores do que esperado, o olhar é menos simpático.
Acordar depois de uma noite bem dormida, ser incapaz de sorrir, olhar-me no espelho e sentir pena, algum tipo de asco e estranheza perante a pessoa que sou reflectida ali. Por alguma razão olhamos para fora de nós. Penso que poucos ficam felizes com o que vêem aos espelhos, eu sei que não sou um desses. Olhar é ver o que está perto de mim, longe também. É esquecer-me um dia inteiro do que sou, de como pareço. É esquecer-me da minha aparência, é ausentar-me de mim. E depois, passo por um espelho, por vezes um vidro, e tenho um vislumbre de quem eu sou, da matéria de que sou feito.
Quem és tu? Perdão, quem sou eu?
Vestir-me na estranheza de me cobrir, reinventar a idumentária, demasiado cinzenta, pouco negra. Vestindo um corpo que não bate com a alma, sendo alguém fisicamente diferente da pessoa dentro desse mesmo corpo.
Chove lá fora…
O meu estado de espírito não depende do tempo, já passei por isto em dias solarengos, quentes mesmo. Por isso, sei que andarei todo o dia a pingar, a chover este estado de espírito e é isso que mais me intranquiliza.
Espero que o sol apareça.

é curioso como este prazer de escrever nos vai moldando. Há textos meus que me surpreendem, parece que hoje já não os conseguiria escrever. O léxico não seria o mesmo, as palavras vão e vêem, mas também o sentimento com que foram escritos.
Há textos que, sinto, saem facilmente, sem grande suor. Outros são cortados, reescritos, transformados, meditados, deixados para depois.
Tenho textos escritos no pc que, quase de certeza, não verão a luz do dia, em papel ou aqui, por exemplo, há outros que vou descobrindo, na parte de trás de uma factura.
Interessantemente, tenho mais prazer com coisas que quem lê facilmente passa por cima, mesmo eu enquanto leitor.
A forma como as palavras brincam umas com as outras, o modo como determinada palavra ganha determinado sentido ou força em alguns contextos.
Irritam-me enquanto leitor os textos sem objectivo, como este. Enquanto alguém que os escreve, esses dão-me especial prazer.

A Chegar via CTT

Quem me conhece, ou aos móveis lá de casa, sabe que um dos vícios e prazeres é uma coisinha a que chamamos DVDs. Filmes, séries, um ou outro concerto, há alguns lá por casa.

A verdade é que a vida está cara, assim comecei a semana passada a candidatar-me a ganhar alguns de graça.

O primeiro passatempo já terminado há-de trazer-me na volta do correio o Destruir depois de Ler dos irmãos Cohen.

Há coisas que fazem um homem feliz.


Esquizofrenia

Ao sr. Dr. Carlos Costa

Caro sr. Juíz,
venho por este meio parabenizá-lo pela sua mão de ferro com as aparentes diabruras do sul americano do FCP que se atirou para o chão nas Antas. Realmente, não há pachorra.
Pena que o árbitro desse jogo não tenha sido, também ele, castigado, por ter feito vista grossa a um penálti a favor do FCP, quando o jogo estava ainda a zeros.
Uma coisa que me faz espécie é o tempo de tomar a decisão. Demorou tanto tempo, porquê?
Vai demorar o mesmo tempo com o Reyes? Aquele que no passado sábado se atirou para a piscina, fazendo com que o seu adversário fosse expulso? Ou não vai demorar tempo nenhum? Já que o lance não tinha um penálti como custo?

Ai…isto até podia continuar, mas já sabemos o que a casa gasta. Enfim…desde que o Benfica continue a perder. Eles que nem abriram a boca por causa do SCP, agora fazem-se de virgem ofendidas e violadas em casa…
Farto do futebol português. Farto….

BSG´s

O 1º episódio da série final conseguiu-me traumatizar, já que mataram uma das minhas personagens preferidas, e sem dúvida a mais querida. Ao fazê-lo transportaram a série para terrenos ainda mais negros, e a esperança é cada vez menor.

Battlestar Galactica

Recebi a 4ª season de Battlestar Galactica pelos anos, oferecida pela esposa, comprada por mim:p
Depois dos dias de descanso pela Costa Vicentina, chegámos a casa na 4ª Feira, onde me refastelei no sofá e, para gáudio dos meus olhos, papei 7 episódios de seguida.
Depois de descobrirmos no final da 3ª season quem eram 4, dos 5 final cylons, entramos nesta season com a promessa de descobrirmos quem é o último. Descoberta que fica adiada até à 5ª season.
BSG já foi a série mais bem escrita da TV, hoje é uma das mais bem escritas. Tenho-me alheado aos comentários ao final, e já comecei a ver a 5ª série.

SPOILERS AHEAD.

A série começa com as dúvidas de todos perante o regresso de Starbuck, será uma cylon? Talvez… Mas nos entretantos tenta redescobrir a terra, por onde, aparentemente esteve.
O cancro da Presidente volta.
Mas os recentemente descobertos, por eles mesmos, Cylons, também se debatem com o que fazer e com a possibilidade de estarem programados para piores desígnios.
Baltar começa a ser seguido como um profeta.
Uma personagem antiga morre.
Os Adama têm problemas de vocação.
Os Cylon entram em guerra civil. E uma das facções procura a ajuda dos humanos.

and so on…

Battlestar Galactica continua a fazer algo como nenhuma série até aqui. Continua a ser a mesma, transformando-se todas as seasons. A story-line é a mesma, as personagens também, mudando muito ou alguma coisa, mas os acontecimentos, esses mudam a 180 à hora, fazendo com que tudo mude à sua volta.
O melhor momento da série, para mim, é Baltar a pregar a uma toaster, tentando doutriná-la e levá-la a mudar a sua forma de ser.

BSG é uma das séries a ver, rever do ponto de vista da escrita. Se no início muitos gritavam perante a possível desonra da série original, hoje há muito que a série original ficou para trás.
Se ao menos todos os remakings fossem assim…
O de Flash Gordon, por exemplo…

Primeiro convenceram-me a aumentar o pénis. Certos de que aceitara, começaram os convites para comprar viagra.
Agora passamos da frente para trás e recebo no mail um convite para limpar o cólon.
Spam, na versão portuguesa, lixo.
Treta de lixo…