Do humor

Os Contemporâneos continuam a ser o meu programa de humor favorito, mesmo quando o sketch demora um pouco mais do que devia.
Neste momento e para rir há dois dias da semana. A 5ª, com Bruno Nogueira e companhia, e o Domingo, com Bruno Aleixo.
Lá em casa, está à espera de tempo a primeira série de Extras, de Ricky Gervais.

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Protestantices

Numa das aulas de Mestrado o professor define crença. É algo a que alguém adere colocando de parte a razão.
Fiquei entre o riso e o choro. Mas entendo. Aliás, olhando para a igreja protestante, penso que esta definição faz algum sentido.
Ontem, a esposa confidenciava-me uma conversa que teve com uma pastora. E a noção de louvor que a senhora tinha.
Louvor é poder. It´s the force behind it all. Isto em brasileiro, eu como sou mais hollywood, traduzo os argumentos da senhora em versão Star Wars.
O que diria Paulo que tanto escreveu, explicou e estruturou? Hoje o que interessa é o sentimento, é agarrar as pessoas pela emoção.
Enfim… colocar de parte a razão.

Sola Scriptura, anyone?

Os Senhores da Má Língua

“MS – Não, eu estou preocupado, porque o Algarve está a ficar conhecido como o país dos desaparecidos. Estrangeiros, nacionais, mulheres, de idades diferentes como a Maddie e a Ferreira Leite. Mas são só mulheres que desaparecem no Algarve? Se calhar há aqui um fio condutor. Alguém muito inteligente, o Pacheco Pereira, por exemplo, devia explicar aos portugueses.
MEC – Acho que é ele que vai escrever um livro sobre o desaparecimento da Ferreira Leite.
MS – Pois, seria fundamental pôr um detective qualquer a fazer livros, a desculpar-se (nem sei se foi a Leonor Pinhão que também escreveu este). A desculpar-se sobre a investigação, que foi assim ou assado, outro a justificar porque é que a Ferreira Leite desaparece. É que desaparecer a Maddie, que é uma miúda, eh pá, é pedofilia, há muitas causas. Agora a Ferreira Leite? Algum pedófilo pegava na Ferreira Leite?
MEC – A necrofilia é um problema muito pior.”
MEC= Miguel Esteves Cardoso
MS= Manuel Serrão
PAra aguçar um pouco o apetite. Realmente, a Má Língua comparada com o Eixo do Mal… era uma Guerra (de palavras) bem mais Inteligente.
A comprar…

Teoria do Caos

Há momentos em que penso que ando louco, e já perdi o fio à meada.
Depois acontecem-me coisas como as de ontem, e respiro fundo. A ser verdade, não sou o único.
Ora, deixem-me contar a história, com certos laivos de surrealismo.
Fui à Bertrand, com o intuito de comprar Os Senhores da Má Língua (MEC, Rui Zink e Manuel Serrão).
A Bertrand de Almada é relativamente recente, pelo menos nas actuais instalações, pelo que se percebe e perdoa alguma desorganização e tentativa de colocar em ordem aquela teoria do caos em maquete.
Vi, dei mais uma ou duas voltas, mas não descobri o livro. Dirigi-me a uma das empregadas e perguntei se o livro já saíra.
Já, já – foi a resposta afoita, apontando para um poster do mesmo.
E sabe-me dizer onde está?
Claro!
O claro foi demasiado afoito, já que, com a quantidade de livros novos, de promoções e outras coisas que tais a pensar no Natal, e por não ter sido ela a arrumar o livro pretendido, a descoberta, e posterior entrega do livro terá demorada uns largos 5 minutos, a caminho dos 10!
Enfim… é nestas alturas que um tipo se sente mais animado. O caos, a entropia, a falta de atenção, não são falhas somente pessoais. Estamos todos no mesmo barco, perdão, montanha russa.

Algum dia a bolha tinha de rebentar.
Parece que hoje em dia as teses de mestrado têm um máximo de 40 páginas. Enfim…dizer mais, escrevendo menos. Um artigo de fundo, de opinião, pouco mais do que isso.
O problema é que cadeiras semestrais estão-nos a pedir trabalhos na ordem das 15-30 páginas. O que é ridículo, perante a primeira observação.
Ontem, falávamos disto com uma professora, que na minha opinião nem esteve mal, pedagogicamente falando. E ela falava de Bolonha, da necessidade de aprentarmos trabalhos de Mestrado e não ao nível da Licenciatura. Aí rebentei, não para criticar a professora, que até será das menos criticáveis, a meu ver, mas para criticar os deveres dos professores.
Tenho tido aulas que nem em Licenciaturas são aceitáveis. Pessoas que claramente não se preparam, pessoas que apresentam exemplos da década de 30 e 40. Um Mestrado que tem no título Comunicação e que se limita a falar de Comunicação Social é pouco, muito pouco.
Ontem, a bolha rebentou. 2ª Feira devemos falar com o Coordenador do Curso e apresentar a nossa insatisfação.

Des(governada)? PUM!!!

O mundo parou com a constatação de Ferreira Leite.
Lembro-me de uma frase de um General Romano sobre os Lusitanos, que dizia que os autóctones nem se sabiam governar, nem aceitavam quem os governasse.
Há várias opções, na avaliação da frase de Ferreira Leite. Uma, é indagar porque só seis meses?
Outra, é perguntar se a frase, irónica ou não, é ou não populismo, daquele puro e duro.
Por fim, será a própria a reconhecer que não é capaz de governar, mas também não aceita o governo actual.
Todas estas opções colocam-nos perante um horizonte miserável.
Mas ainda há mais duas opções. Uma, é perceber se há Governo ou se já estamos há deriva. A outra é mandar Ferreira Leite para um curso de Stand-up comedy, com oficina em Ironia.
Eu acho mesmo que, como na anedota dos advogados, o ideal seria colocar toda a classe política num barco e afundá-lo. Podia ser que evoluíssemos qualquer coisa. Mas já não tenho esperança.
A política em Portugal é um circo, não de feras, dos outros mesmo!