Para mim é difícil ouvir muita da música evangélica contemporânea. É demasiado repetitiva para o meu gosto, com pouca profundidade e demasiado centrada no Homem, esquecendo Deus.
Este senhor é uma lufada de ar fresco.
Gosto muito de duas músicas, o I Will Wait e Matchless.
Amigos e amigas, Aaron Shust.

Aqui ficam mais uma ou duas. 1 ou 2.

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Actualidades

Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas: mas eles dizem: não andaremos!
Jeremias 6.16
Se Inovação é a Palavra (e penso que seja), Jeremias continuaria a ser chorão hoje em dia.

Private Joke (multidisciplinar e intertextual)

Levantou as mãos. Não sabia se havia de bater palmas ou não. O coração batia mais rápido. Todos o acompanhavam, uns na indecisão, outros mais decididos batiam as palmas. A música soou mais uma vez.
Estava em comunhão com os seus irmãos, aquela era a sua tribo, o evangelho estava a dar certo naquele dia.

A semana iria correr-lhe bem, de certeza. O Nuno Gomes marcara um atípico hatt trick, e o Benfica ganhava. Deus é grande, e a sua Luz resplandecia.

Sinto-me aliviado quando tenho de pregar e não quero.
Quando tenho de pregar e não me sinto confortável com o que vou (ou como vou) dizer.
Quando termino e sinto que as pessoas foram atingidas pelo que ouviram.
Porque afinal não depende de mim.
Pelo menos o resultado final.
Não há receita! Não há final certo. Não há 1+1=2.
A palavra fala de modos diferentes às diferentes pessoas. A mim basta-me. Que não dependa do meu linguajar.

Google

Um dos desportos mais engraçados no que diz respeito ao sitemeter é descobrir quem veio cá e como chegou ao coisasinsignificantes.

Descobri que a leitura de Bultmann, teólogo alemão (acho) traz muita gente ao blog, mas à procura de um outro Bultmann, este ligado à indústria pornográfica!

Há algumas horas atrás alguém veio ter aqui com a seguinte frase: “intertextualidade em música evangélica”. O que me parece uma tarefa hercúlea se falarmos de música evangélica contemporânea, tema pelo qual nutro pouca apetência, pela falta de intertextualidade, por acaso. Não que não acredite que ela não exista, mas a existir existe entre as letras de todos (vá, quase todos) os artistas e a sonoridade cristã. (Na verdade não me parece intertextualidade, parece-me plágio, mas enfim…)

MEanwhile

Exames, trabalhos individuais para corrigir e lançar as respectivas notas, compras para a casa, algumas arrumações, e preparações para estudo ao Domingo retiraram-me tempo e vontade de estar aqui.
Mas, como foram as últimas semanas?
Ruben A, com os dois primeiros volumes de Páginas. Mais interessante o primeiro que o segundo. Afife e Unhas.
António de Sousa Homem, com o excelente Os Males da Existência – Crónicas de um reaccionário minhoto. Não concordo quando ele diz que não seria capaz de escrever um romance, aquilo não é um livro de crónicas, é um romance.
O estilo é repetitivo (Moledo, o Dr. Sousa Homem, o meu pai, o iodo, a sobrinha de Braga, o retrato de D. Pedro V – ? estou a escrever de memória, as intrigas políticas do século XIX, os almoços de Domingo), mas constrói perfeitamente uma personagem que parece que mais nada faz do que se repetir ao longo das páginas do livro. Parece, mas o livro é um clássico.
De que é que estão à espera? Vão comprá-lo. Leiam-no e releiam-no.
No Domingo vi O Orfanato, o tão badalado, na nossa imprensa, filme espanhol.
Quando os jornais dão 4 e 3 estrelas um tipo fica expectativo, mesmo quando conhece mais cinema de terror fora do campo americano, e vai vendo algum cinema de terror espanhol.
Vale a pena ver? Vale. Orfanato conta a história de uma mulher que compra o antigo orfanato onde cresceu para ali criar uma casa para crianças com deficiências.
O seu filho começa a ver e falar com um amigo imaginário, e de repente desaparece. O segredo pode estar no seu passado. Onde está o seu filho? Quem o levou?
O Orfanato vai beber a filmes como El Spinazo del Diablo, de del Toro, mas também tem parecenças com Frágeis de Balagueró ou Dark Water de Ideo Nakata.
Enquanto filme cativa e interessa-nos. No final desilude com o final quase cor-de-rosa, retirado de Dark Water (aqui bem mais feliz e menos moralista) ou de Frágeis (um dos menos conseguidos, no que diz respeito ao final) de Balagueró.
Ainda assim, bem melhor do que a maior parte do material que nos chega de terras do Tio Sam.
Kidnapped. Agora à venda no nosso mercado, com o título Desaparecido (o moço não desapareceu, foi sonegado, mas está bem…).
Uma série de 13 episódios, que poderia ter tido mais, mas o público não se interessou, e que ainda assim foi terminada com pés e cabeça, a pensar, quiçá, no mercado de venda directa.
Kidnapped bebe da mesma premissa que Vanished, uma outra série do mesmo ano, que andava também a meias com um rapto. Menos teoria da conspiração que Vanished, mais esqueletos no armário, Kidnapped mostra fragilidades ao nível da realização, não dando azo aos guiões, retirando qualquer tipo de interesse a todas as situações pelas quais as personagens passam. E este parece-me ser o maior calcanhar de Aquiles. Com um elenco com actores como Dana Delany, Tim Hutton e Delroy Lindo, só este último se safa.
Concluindo, não será das piores à venda, mas com os 30 euros que custa há mais por onde escolher, e com melhor qualidade.

O 4º classificado do Campeonato Nacional está com uma indigestão, supostamente pela violação da verdade desportiva. Como se fosse lógico, hoje, o 4º classificado ir à Liga dos Campeões.
Os lampiões têm-se mostrado enojados com a possibilidade de favorecimento há 3 ou 4 épocas do FCP e por isso pedem que haja justiça. Alguém me desenterra aí o Salazar? Teríamos toda a década de 60 (e não só) para enterrar o Benfica.

Imperdíveis

Vi El Spinazo del Diablo, um dos primeiros (o primeiro?) filmes de Guillermo del Toro. Um filme sobrenatural com a guerra como pano de fundo, muito ao estilo (mas menos refinado) que o brilhante O Labirinto do Fauno.
Se no primeiro a trama é desfiada pela história de um fantasma, num “orfanato” para crianças orfãs durante a Guerra (civil?), O Labirinto do Fauno conta-nos uma parábola sobre o amor e a crueldade, com uma crianla (duas?) como personagens principais.
Aquilo que del Toro tentara no primeiro (fazer um filme realista partindo do sobrenatural) consegue magistralmente no Labirinto, criando um filme extremamente realista, pese o contra-
senso.
Imperdíveis, embora o último seja mais refinado em todos os aspectos.