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O Dumbledore é gay?

Parece que há pessoal alegre com a notícia.
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Recordando – O Cão

Criou celeuma a nível regional, mas também o faria a nível nacional se se tivesse proporcionado.
O cachorro era ainda novito, pouco mais de um mês de vida. Era escanzelado, estava sujo e tinha levado uma panada de um carro.
Andava por ali, em três pernas, quando uma senhora o viu. Começou a pensar em voz alta, como é hábito de muitas das senhoras de idade. Uma a uma, várias pessoas se (a)chegaram a ela e foi- -se formando uma turba indignada com o estado do animal.
Chamaram-se jornais e rádios, a televisão também foi avisada, mas somente o jornal regional se dignou a aparecer.
Em frente, sem direito a opinião ou a uma análise, por parte da turba, estava o seu dono. Junto à barraca, triste e choroso pelo estado do seu amigo, fraco pela fome e aturdido pelo frio olhava sem esperança para o cachorro. Tinha cinco anitos, vivia durante o dia na terra, no pó de um baldio, com a avó como companhia.
Dele ninguém falou.
Ninguém o viu…

Leituras com a Bíblia como pano de fundo

O mercado livreiro evangélico tem imensos best-sellers. Até em Portugal, o que é interessante porque se é verdade que não se lê muito em Portugal, mais verdade é que pouco se lê nas igrejas evangélicas. E não coloco a Bíblia nas excepções.
Há livros que têm tido sucesso, no mundo em geral e em Portugal, especificamente.
Quem não leu, de entre o público leitor evangélico, Max Lucado, Rick Warren, Brennan Manning, Tommy Tenney, etc?
E quantos ao lê-los têm feito como os irmãos de Bereia? Confirmando com a leitura da Bíblia o que liam? Se bem que no caso, o que eles liam era a Bíblia, tentando provar a sua veracidade e a aplicabilidade do que apre(e)ndiam.
Já alguém percebeu a teologia sistemática de Lucado? A ginástica de traduções (algumas péssimas, desvirtuadoras do sentido original) feitas por Warren? Será isto de somenos importância?
Voltaremos a esta discussão.

Blog de sons

Havia um convite geral e eu especifiquei-me para o cargo. Escrever num blog (do JP), mais um (quando é que isto implodirá? Beats Me) sobre música.
Ora, interessou-me um blog de malta que conheço (muitos deles, pelo menos) a escrever sobre o que gosta de ouvir.
Para além disto, acho extremamente difícil escrever sobre música. Escrever no sentido descritivo, pessoal e prescritivo da coisa.
Como é que defino música (vou escrever maioritariamente, acho, sobre música mais pesada)? Como descrevo algo que ouço? Como explicar as razões do meu gosto? Como apelar ao gosto dos outros? Estamos no campo da subjectividade. Em que é que conocrdamos ou discordamos? Quais as bases dessa discordância?
A ver vamos no que isto dá. Quando houver mais novidades, digo-vos.
Abraço.

Ai, ai, ai

Quem me conhece sabe, percebo pouco de futebol.
Mas, parece-me que a derrota do FCP, hoje, é responsabilidade de Jesualdo.
É verdade que a equipa não jogou bem. Perdeu inúmeras bolas. Até ao golo, sofreu e foi massacrada territorialmente e em termos de oportunidades. Melhorou um pouco após o golo, dispôs de algumas oportunidades, mas falhou sempre, dando a bola ao adversário.
Continuo sem perceber a demora em fazer alterações. Mariano foi inapto (pouco mostrou ainda, e não me parece que merecesse a oportunidade só por defender melhor que Tarik. Aliás, se era para fechar aa rolha colocava Meireles de início.) e é Kaz, que jogou melhor, o primeiro a sair.
De Stepanov pouco haverá a dizer, fez um jogo miserável, mas até percebo a entrada no onze (Jesualdo confia(va) no defesa, devia querer dar-lhe confiança e apostar num defesa que será mais rápido que Pedro Emanuel.).
Enfim… um mau jogo, parece-me que por culpa das opções e da demora de Jesualdo em equilibrar a sua equipa.
Temo pelo jogo de Sábado. Não pelo Benfica, mas por Jesualdo, que tem sempre medo nestes jogos grandes. E pelos jogos da semana que vem. Ainda estou para ver se vamos à UEFA…. se formos (não vi as contas do grupo).
NOTA: Quaresma tem estado miserável. Alguns bateram palmas ao jogo contra o Setúbal. Devem ter olhado para o lado quando marcava os cantos. Hoje, igual, nem um canto encontrou a cabeça dos colegas. Jesualdo tem coragem para meter e tirar logo a seguir Leandro Lima. Tirar Quaresma só faria bem a este. Mas não me parece que o jogador aceitasse, que Jesualdo tenha mão nele e que o balneário corresse a sua vida normal.

Double Vision

Confesso que me senti ludibriado assim que vi as primeiras cenas do filme. Tinha-o comprado por ser protagonizado por Tony Leung e David Morse (o polícia sacana que faz a vida de House, na 3ª série, num verdadeiro inferno). David Morse anda por lá, verdade seja dita que Tony Leung também. Mas há mais Marias na terra. E o TL que eu esperava não é o mesmo. Quem se lembraria que existem dois actores de sucesso, em Hong Kong, com o mesmo nome?

Mas, depois do trauma inicial, o visionamento compensou, em larga medida, a compra do DVD.

Double Vision (Shuang Tong) é quase um episódio chinês, com ácidos, de Ficheiros Secretos.
Numa frase, o filme incide sobre a investigação de vários crimes, por dois detectives, um chinês e um americano, enviado pelo FBI para ajudar na descoberta do criminoso.
O problema? É que os crimes não parecem ser obra de um ser humano.
Huang Huo-to (Tony Leung Ka Fai) é um polícia deprimido, que está com inúmeras dificuldades no relacionamento com os colegas, por ter testemunhado contra a corrupção dentro da sua força policial. Há anos que não vai a casa, a sua esposa está a ultimar o divórcio e a sua filha não fala, descobrimos a razão lá mais para a frente.
É então que se dão três assassínios, estranhos, no mínimo. Mortes que não parecem ter nada em comum, a não ser dois factos. Descobre-se em todas as vítimas um fungo, e as provas indicam que morreram num estado alucinatório.
Um homem de negócios morreu, no seu escritório, sentado na cadeira, afogado, uma mulher morreu queimada, numa casa incólume e descobre-se um corpo, numa carrinha, morto por esfaqueamento.
Incapacitados para resolver o caso, chama-se um profiler americano, desconhecedor da mentalidade e cultura chinesas, mas apostado em resolver o caso com os seus conhecimentos de criminologia.

O elenco é sólido. Tony Leung é perfeito no seu papel, e David Morse não o deixa desamparado, no papel de americano duro, mas simpático, descrente, mas profissional.
E a realização não deixa ninguém envergonhado, muito menos os chineses que querem triunfar em Hollywood.

Double Vision é um thriller muito interessante, que junta o misticismo/religiosidade asiáticos ao bom policial, num filme negro, construído em crescendo e que tem por trás uma mensagem poderosa.

A ver, com atenção.

7.5/10

Leituras

Um dos futuros cunhados gozava comigo, por causa da lista de livros, aqui no lado direito.
Fazia ele um boneco meu, agarrado ao livro enquanto pagava, dando a noção de o já ter lido, enquanto o pagava.
Nada mais longe da verdade.
Na realidade sinto-me nú sem um livro. Dificilmente me apanham na fila de um banco, nas finanças ou na Segurança Social sem algo para ler. Seja jornal ou livro. Estamos, em Portugal, no reino do analfabetismo funcional.
Toda a gente sabe ler, mas poucos o praticam. Assim, como o acto de governar. Pode parecer que leio muito, talvez. Mas, em contrapartida, pouca tv vejo. Das 21h à 1h da manhã, por norma, estou no quarto, com alguns livros em cima da cama ou ao meu lado.
Ler é para mim uma aventura. Uma forma de crescer. De aprender. De viajar. De apreender técnicas. De apreender uma boa história (às vezes). De esquecer o que está à minha volta.
Adoro filmes, dvds, séries de tv. Mas não os troco por um bom livro. Há que prioritizar.

Callema nº3

A Callema nº3 está quase a explodir.

Participo com um ensaio, sobre BD. Não terá ficado como pretendia. Dei conta à dias que nem bibliografia levou.
Escrevi o texto, trabalhei-o. O PC morreu. Pedi que me enviassem um primeiro esboço que enviara. Voltei a trabalhá-lo. Enviei para a faculdade. Enviei uma cópia sem a bibliografia.
Mea Culpa.

Mugabe vem a Portugal

Portugal convidou o presidente do Zimbabué para estar presente na Cimeira Europa-África. Mesmo tendo feito o convite, o ministro Luís Amado tem assobiado para o ar que preferia que Mugabe não estivesse presente. Mas o convite está feito e a decisão não depende dos desejos do sr. Amado.
Tanto não depende que, em Moçambique, Mugabe não disse muito, mas disse o essencial: «sim, vou estar em Lisboa».
O que é chato. É que Gordon Brown, o primeiro-ministro inglês, e vários dirigentes europeus da Holanda, República Checa e Dinamarca, já ameaçaram não vir à Cimeira.
João Cravinho, hoje de manhã, comentava o(s) episódio(s). «Não é de forma nenhuma um embaraço diplomático. Nós lamentamos profundamente que aquilo que há de inovador e transformador nas relações entre a Europa e África esteja a ser ofuscado por alguma obsessão da comunicação social em torno da presença do presidente do Zimbabué, claro que a presença dele constitui um grande atractivo para o jornalismo, mas o que há de substância vai ficar para a história, e quando se fizer a história da cimeira de Lisboa, a presença de Mugabe será apenas uma nota de rodapé».
Ora, parece-me fantasioso atribuir o interesse a Mugabe pela Communicação Social a uma obsessão, ainda para mais vindo do Governo Socialista. Perante a recusa de vários dirigentes europeus, Cravinho opõe com uma obsessão. Parodiando os Gato, e o burro sou eu?!
De qulaquer modo, não me parece que haja grande necessidade de criar notícias sobre a vinda de Mugabe, não mais do que as da vinda de Chávez ou da recusa em receber o Dalai Lama. Se Mugabe é culpado pelo estado da economia do seu país, pelas eleições de fachada e pela supressão da oposição, o que temos nós a ver com isso? Sócrates e o seu Governo já mostraram que fazem o que querem, direitos humanos à parte, para levar água ao seu moinho.
A recusa de outros dirigentes europeus só mostra que, às vezes, mais altos valores se levantam, mas nunca tão altos como a imagem e o que ficará no papel. Nisso, Sócrates é indefectível.