Bola

Sou simpatizante, desde miúdo, do FCP.
E acredito que o meu FCP morreu, ou está em vias de…
Hoje confirma-se a venda de Anderson ao Manchester United. Qual foi a pressa? Vamos ter o meio campo de quase toda a segunda volta. Medíocre, portanto.
Despedimo-nos de Baía com todo o à-vontade, como já o fizeramos com Jorge Costa e Domingos. A prata da casa tem sido desbaratada.
Nunca morri de amores, basta ler os posts do ano passado, pelo mister Adrianse, mas a verdade é que a robustez física da primeira volta, ou o sucesso desta, deste ano deve-se a ele. Jesualdo fala muito, nem sempre bem, e a equipa pouco se tem ressentido para positivamente desse facto.
Como gostar de um treinador que encarou os jogos com o Benfica e Sporting como jogos para o empate? Podíamos ter trucidado o Benfica nas Antas e safámo-nos com uma vitória no final, porque a equipa eclipsou-se na segunda parte. Na Luz apanhámos um banho de bola, como nos dois jogos com o Sporting. Não sou pragmático, gosto que a minha equipa jogue bem, mesmo quando perde, e que perca se joga mal, e este ano jogámos mais mal (quase toda a segunda volta) do que jogámos bem.
Jesualdo tem feito, como todos os treinadores, as suas apostas. Mas não posso concordar com elas quando não coloca Ibson a jogar. Até o Alan deve ter jogado mais que Ibson. O Alan?!
Para quê comprar Renteria e Mareque se não é para jogar? Porquê deixar de fora Cech(isto é assim que se escreve)?
E depois as opções. Porquê a imbirração com Adriano? Não vejo Fucile como um grande jogador, será daqui a uns anos? Talvez. Nos jogos com os grandes foi aflitivo. Paulo Assunção foi quase descartado.
Enfim…talvez veja aqui a razão de vender Anderson. Não se colocam os grandes jogadores em campo, logo para quê tê-los no plantel?
Temo que com Anderson vá Ibson, Paulo Assunção e talvez a imbirração com Adriano continue, dependendo do avançado que comprem.
Por mim preferia ter visto Quaresma a sair em vez de Anderson. Deduzo que tenham vendido o segundo para manter o primeiro. Vão perder dinheiro…ou melhor não vão ganhar tanto como poderiam…

Cada vez menos tripeiro…

Feira do Livro

Há nomes e caras que me vão passando pela memória. Foram quatro anos no Parque Eduardo VII, uns anos mais preenchidos que outros.
Serviram para comprar mais livros do que se poderia esperar.
Tínhamos à venda no Stand da Sociedade Bíblica um Manual Bíblico de H.H. Halley, Manual que namorava há uns tempos. Custava 35 ou 40 €. Num dos momentos parados saí e fui passear. Dei por mim a folhear e procurar livros nos alfarrabistas. De repente, vejo um Manual Bíblico, em melhor estado do que o que tínhamos à venda por 7,5€. Comprei-o logo.
Já o disse, os livros estão caros, e a Feira, é para mim, mais um mostruário que outra coisa. tenho azedado com as traduções portuguesas, e o preço dos livros por vezes é demasiado alto. Comprando em segunda mão e/ou pela internet, em inglês ou noutra língua, mesmo na nossa, já rende.
Comprei cinco livros de Bill Bryson, em inglês por pouco mais de 15€, o preço médio de cada um deles no nosso mercado.
Mas a Feira é convívio, ri, discuti e desesperei nesses quatro anos. Havia discussões teológicas, pequenas guerras com outros stands (quantas vezes os irmãos católicos nos mandaram pessoas à procura do Evangelho Espírita ou Bíblia dos anjos?), quantas vezes sorri e aprendi a respeitar o frade capuchinho? Aquele que nos trazia farturas ou somente uma boa gargalhada? Quantas vezes eu e o André desesperámos com um tipo que atracava perto da nossa banca, nada comprava e afugentava os clientes? Até que nós o afugentámos?
Quantas vezes demorámos imenso tempo a descrever as Bíblias, as diferenças entre elas e a pessoa de tanto pensar nada levava? Fazía-nos espécie uma Bíblia cor de rosa, para nós horrível, que uma senhora namorou durante três horas, antes de dizer para o marido que era tarde e se ir embora de mãos vazias e a nós de cabeça pesada.
As crianças à procura das ofertas de dia 1 de Junho. Tem alguma coisa para nós? E um dia 1 de Junho, particularmente frio e chuvoso, e os putos debaixo das tábuas que sustentam os livros, a comer as sandes e a serem crianças.
4 anos interessantes, que não esqueço. E eu a ver se consigo dar um pulo à feira, com a esperança que a “barraca” mais cheia não seja a das farturas ou dos bifes…

O bom riso

Ao atender algumas pessoas todos os dias pasmo perante a possibilidade de nos rirmos. Somos, os portugueses, na maioria tão mal encarados que mete dó. Somos incapazes de sorrir, de ser bem educados e gostamos de mandar numa loja, qualquer que seja o ramo ou a quantidade de falta de senso na nossa posse.

Daí que admire o Herman (pelo menos até à ida para a Sic), os Gato e pouco mais. Mas, se querem a minha opinião o melhor programa (programático e rúbrica) de humor actalmente chama-se Portugalex.
É obra manter, ao longo de um ano, por enquanto, esta consistência. Ouçam aqui.

PS

Tenho pensado nas consequentes gaffes e trapalhadas dos membros do Governo, com Mário Lino e Manuel Pinho à cabeça.
O cinismo das frases de Mário Lino, a semana passada, é psicadélico. Um Governo que fecha serviços de maternidade, urgências, escolas, e outros não pode ter como conclusão as frases de Lino. Será Portugal só Lisboa e Porto? O objectivo de um Governo, seja ele qual for, é primariamente o de governar o país ou o de pôr cobro ao défice? O país e o défice são iguais? Será o bem estar dos cidadãos um mal menor? Para que servirá então um governo, qualquer que seja ele? Central ou concelhio?

Parece que o Governo de Santana foi há uma eternidade. Cavaco será muito diferente de Sampaio, mas não deixo de pensar nos pesos e medidas diferentes para com este Governo. Por parte da Comunicação Social, da Presidência e também da opinião pública. Resumindo, a diferença entre chefias de estado é enorme. Com Santana já todo o país se teria unido para o remover. Com Sócrates…

PS. Via uma reportagem antes do fim de semana. Penso que o Ministro era Manuel Pinho, a perguntas sobre o caso de Delphi o Ministro simplesmente resmungou, virou as costas e foi-se embora. E com ele, a frontalidade e comunicação deste Governo. O silêncio apagará tudo. Pena é que eles falem tanto e tão mal…

Piratas das Caraíbas 3

Lembro-me de pequeno ir ao cinema, levado por uma tia, ver os 101 Dálmatas e a Branca de neve (o que pode explicar muita coisa).
Em adolescente ia de vez em quando ao cinema, e na época de faculdade habituei-me a ver dois ou três filmes por semana (bons tempos:p). Este intróito serve para demonstrar a minha dificuldade com pipocas e muitos adolescentes. O cinema para mim é um exercício em silêncio, pautado pelo choro (só uma vez me deparei com tal, ao ver Elas, de Galvão Teles. Uma sra. que já vira o filme umas vinte vezes chorava e já levava os lenços de papel), pelo riso, e pelas palmas.
As conversas, os telemóveis chateiam-me. Deduzo que seja por esta razão que a determinada altura comecei a ver cinema independente, o público é outro.
Assim, ontem, por nenhuma razão em especial, não gostei muito do segundo tomo da saga, fui ao cinema. Obviamente que a sala estava mais cheia que um ovo (o que não é cinetificamente provado), mas o barulho e o burburinho nem foram excessivos (será isto a religioiidade? Havia uma certa ideia de culto!).
Lera uma crítica ao filme no Público, e ficara com o pé atrás (para quando a capacidade de ignorar os críticos?). Afinal, gostei bastante mais que o segundo filme, e menos que o primeiro.
Existiram bastante factores que me levaram a gostar bastante do primeiro. Sempre gostei de filmes de piratas, gosto de Johny Depp (e a sua actuação como Jack Sparrow convenceu toda a gente), e a interpretação “religiosa” que fiz agradou-me bastante. A ideia de se estar vivo e não ter prazer em nada, de ser um morto vivo agradou-me bastante. Com as devidas ressalvas podem-se encontrar alguns paralelismos nas Sagradas Escrituras. Adiante.
O segundo filme era um intervalo, pouca história, mais humor, e efeitos especiais. Diverti-me (função especial deste tipo de filmes) e ri-me, mas o filme pouco mais despoletou em mim.
O terceiro é mais complexo e acertado. Poderíamos descrevê-lo como um rol de inúmeras traições, quem o vir compreenderá. O humor é mais fino, os efeitos especiais geniais. A realização…quem sonharia que o senhor de The Ring, Mousehunt, O Homem do tempo teria tanto jeito para filmes de acção? Como mero espectador confesso a minha boca aberta perante os efeitos especiais + sequências de acção. Foram bem idealizadas e realizadas, obviamente que não falamos de Cinema (Howard Hawks, Hitchcock, Leone), mas também não é aqui que Verbinski está. Genial são as sequências surrealistas (a primeira, a do nariz é brilhante) com Sparrow.
Orlando Bloom perde terreno, já o esgotara com o segundo tomo, e Keira ganha o foco.
Um filme mais complexo do que os dois anteriores, com melhor estrutura que o segundo, aquém (para mim, em termos narrativos) do primeiro, mas que não envergonhará ninguém.
O final poderá surpreender algumas pessoas, mas tendo em conta que o franchising está de excelente saúde, parece-me óbvio a possibilidade de continuar a saga.