Porque é que lemos o que lemos?

Não sei, costumo passar aos meus alunos que não somos obrigados a ler o que os outros andam a ler. Devemos ler o que gostamos, por muito, e desculpem o empréstimo musical, pimba que seja.
Costumo dizer nas aulas o seguinte. Se só gostamos de blockbusters americanos, com efeitos especiais, explosões e porrada a rodos, se calhar vamos cometer um erro se formos ao cinema ver um filme turco, ou belga. Não digo que não gostarão dos filmes, mas se não gostarem é melhor evitarmos só porque alguns dizem que são bons. Não são o nosso estilo e pronto!
Tudo isto vem a propósito deste post no Da Literatura .
O Eduardo Pitta tem razão quando diz que se lê em Portugal, não somos é todos obrigados a ler o mesmo. Já tentei ler o Paulo Coelho e, ainda que não estivesse junto a um rio, chorei (os leitores que tirem as suas conclusões); li o Equador e gostei bastante (e tenho na lista que dou aos estudantes, e alguns têm-no escolhido). Mas, não é pela tiragem que somos obrigados a ler o livro x ou o autor y, mal estaríamos.
E, emconsonância com o Eduardo, nem sempre as pessoas lêem o que nós gostaríamos que lessem, mas se lêem eu já fico contente. Fico triste com alguns escritores, os jovens e os canónicos, que não são lidos, que são ignorados. Será que um Plano Nacional de Leitura resolveria as coisas? Não sei, mas uma ou duas resenhas de vez em quando nos blogues, e uma ou duas indicações de leitura poderão fazer tanto, ou mais, que um PNL. Estarei errado?

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Ai, Jasus

“Ai, Jesus!” Gritou a senhora, assustada com um cão que aparecera à sua frente.
Um homem olhou para ela e perguntou-lhe se acreditava em Jesus. Que não, que não, dizia ela, “Hoje em dia já não se acredita nisso, eu pelo menos.”
“Então, não acha estranho estar a gritar por alguém em quem não acredita e que não conhece?”
Ela olhou para ele. “Mas, você está bêbedo?”
“Não, somente me irritam as pessoas que não acreditando invocam o nome como se nada fosse. Experimente invocar o nome do nosso presidente ou do primeiro ministro. ´Ai, Sócrates! Ai, Cavaco!´É ridículo, não é?”
A mulher ficou a olhar para ele, sem saber o que dizer, sem saber o que pensar deste homem.
Ele voltou a sorrir e arrepiou caminho.
“Ai, Jasus! Ele há cada um…” suspirou a senhora, preparando-se para seguir a sua vida.

Primeiro dia de aulas. Ontem. Cerca de 70 alunos.
É uma escola pequena, bem mais aconchegante que o IST, onde todos se conhecem e já todos sabem quem eu sou. Sou o único membro (acho eu) novo da família.
Senti-me bem integrado.
Já tenho um gabinete, uma secretária, um armário e uma vitrine.
Pode não parecer muito, mas depois de três anos no Técnico, sempre com a casa às costas, já é motivo para sorrir.

E eu ainda me meto nestas coisas:p

Telefonaram-me ontem a dar a notícia. Querem que eu dê aulas numa escola de tecnologia.
Ok, respondo eu, e quando é que começam? Pois, não sei.
Deram-me os contactos e eu contactei. Já tenho, na teoria, três aulas, esta 2ªFeira.
O que se traduz na criação de um programa este fim de semana, ainda que o programa da cadeira esteja estampado no site dos cursos. Hum…ouço a tensão a subir!!!

World Trade Center (updated)

O que dizer de WTC de Oliver Stone?

Pessoalmente gostei muito do filme, achei-o realista nos momentos em que se pedia realismo e lamechas o suficiente, mas não em demasia.
Estamos perante a reconstrução dum episódio ainda bem presente na história (e vidas) americana, as feridas ainda não sararam e os medos ainda são bem reais. Ora, por tudo isto é normal que o filme pegue em duas personagens, que o filme detalhe os seus sentimentos e medos, que o filme puxe para a lágrima várias vezes. Quem não quer essa leitura, veja o filme de Paul Greengrass, quem quiser uma leitura mais realista, menos humanizada, mais dura veja o Voo 83 de Paul Greengrass. Embora me esteja a decidir qual é o mais cru e cruel, já que à sua maneira ambos o são.
Stone fez, na minha opinião, um muito bom filme sobre o atentado, mas foi mais longe e levou a cabo um programa, apela para o coração (ouça-se o discurso final), apela à bondade dos homens e homenageia os que morreram, lutaram e não desistiram.
É óbvio que o filme tem algumas falhas ou fraquezas. A aparição de Jesus é demasiado iconoclasta, mas dentro do filme faz algum sentido, aliás, há várias pistas para a religião, para a fé (cruz, visão, Deus disse-me, o rosário, orações e preces, mais alguns possivelmente), fé que suportou (e suporta muitos) imensos indivíduos ao longos das horas descritas no filme e após. A fé é uma das pistas para podermos olhar o atentado das duas torres.
É curioso que a personagem de Cage diz que a cor do dia é a azul e a sua esposa aparece, várias vezes, de azul.
Curioso também que a personagem do fuzileiro comece por ir ajudar por fé, e acaba, por fé (?) a pedir vingança e vingança no Iraque. Há aqui, também, uma ou várias leituras a fazer. O papel dos cristãos no mundo pode ser também visto deste prisma, e a ideia de guerra (santa) também está presente.
Mas muito mais pode ser dito e problematizado. Vejam e discutam (comentem).

A não perder.

A receita

A Sic parece ter encontrado a receita para destronar as telenovelas da TVI.
Qual Globo, qual mortes e traições…maminhas e sexo, tudo a partir das 23h.
Afinal, o sexo sempre vendeu, e em terras portuguesas actrizes nuas rende sempre. Querem apostar?

Entrementes

Perdi (eu e o Mílton – que é quem percebe da coisa e tem sistema Paypal) um pack com as primeiras 5 séries de Gilmore Girls (Tal Mãe, tal Filha) no Ebay por 1 minuto e meio. É no que dá ter uma criança de cinco meses a chorar, a peternidade (dos outros) custou-me caro:p

Ainda ando às voltas com o joelho, afinal foi o ligamento lateral que ficou magoado e segundo o sô tôr são três semanas de recuperação.

Ainda hoje espero saber se me oferecem contrato ou não, e quais as condições do mesmo, já não no Técnico, mas no Barreiro.

Dependente desta notícia, ando a pesquisar para um programa, ainda meio às escuras. Não sei, ao certo, quantas horas são, quantas horas de aula, quantas por semana, etc, etc. Resta procurar a matéria…Nem tudo se perde, e alguma coisa se há-de transformar.