Ausente de mim durante 4 dias

Saber-te longe é um desatino,
ando à espera de ver um arco-íris com a esperança que este me leve para perto de ti.
Anseio pela comunicação típica deste século 21,
mas ouvir-te e não te ver, é demasiado limitador.
Anima-me saber-te bem, e com saudades,
Desilude-me saber-te longe.
Há por aí um arco-íris?

Para a namorada que foi sonhar para longe de mim nestes dias…

O Tiago diz que deveria figurar nos tops 10 de muito boa gente. Concordo com ele. Tem um dos blogs mais inteligentes que há por aí.
Tudo isto serve para uma pequena consideração sobre estas insignificâncias. Não tenho tantos leitores quanto isso, mas os que tenho são como as lapas, vão ficando… Mas pergunto-me se o blog é assim tão mauzito que não mereça mais algumas visitas?
Jovens, se acham alguma piada a estas pequenas diatribes, façam publicidade, pode ser que um dia venham a ser premiados por isso, senão, pelo menos fazem este humilde escriba um pouco mais feliz.

Não confundam isto com machismo

Estou a ler um livro chamado A Ameaça Pagã e essencialmente fala das adições gnósticas (ou neo-gnósticas) à fé cristã, e da emergência de várias heresias de origem feminina, que advêm da tentativa de reavaliar o papel da mulher no mundo, na igreja e na Trindade. Afinal Deus não é Deus é a Deusa Mãe. A interpretação feminista de Génesis 1-3 também é de cair a rir (ou de chorar).
Juntar alhos com bugalhos é sempre interessante, mostra sempre a natureza de quem tratamos. Juntar paganismo com cristianismo é, e pode-se acreditar somente num e não no outro, no mínimo estupidez. Querer retirar algum sentido dum texto sem ter em conta a natureza do mesmo, e acrescentando interpretações várias que nada têm a ver com o dito é cegueira. Se o querem testar ao menos dêem-lhe uma chance, não?
Enfim, e ainda perguntam porque é que Paulo escreveu para as mulheres não falarem na Igreja?

Um MP3 (este sem Mário Soares, Graças a Deus), um dvd do Bobby McFerrin ao vivo (que inda num tive tempo de ver), dois livros do Lloyd-Jones em Romanos, um calendário do HP e mais algumas coisas foram as minhas prendinhas deste Natal.
Ah! e dois cds do Jack Johnson. Aloha, Jack! Muito fixe.

O Guarda-Roupa, a feiticeira e eu quase a dormir

Enquanto o prometido café miltoniano (ou leopoldino) não chega, vou-me entretendo a fazer-lhe a cabeça em água.
Renitente, mas salvaguardado pela sua crítica ao filme das Crónicas fui ontem ver o badalado As Crónicas de Narnia.
Já li parte dos livros (falta-me um e meio), vi parte da série da BBC feita em 88, e sinceramente aproveitar a boleia do Senhor dos Anéis à procura de dinheiro fácil não me parece o mais inteligente.
Embora Tolkien e C.S.Lewis fossem amigos e professores, as suas obras são díspares, diferentes ainda que com alguns pontos de contacto.
Tolkien era filólogo, mitologista e linguista, C.S. Lewis um pensador, filósofo e teólogo. Ambos gostavam de cervejas e cigarros, mas os gostos anteriormente descritos mostram o alcance da sua obra.
Tolkien escreveu uma obra de grande fôlego, um épico baseado em mitologias, no cristianismo, e nas lendas inglesas. A obra de Tolkien é no que diz respeito à acção dispersa, não una, mas de uma enormidade que só 3 filmes fizeram um pouco de justiça.
Ora isto não acontece com Lewis, Lewis tenta descrever verdades cristãs com os seus livros para crianças, são livros menos espantosos e maravilhosos, bem menos complexos no que diz respeito à acção. São livros que tentam passar uma verdade, mas ainda que num universo mágico, essa acção e esses tipos tornam-se centrais.
Querer transformar um dos livros de Nárnia num sucesso sem precedentes é pura imaginação.
Não está mal feito, tem uma ou duas cenas extremamente ridículas, passa a mensagem, mas para um público demasiado ávido de novidades e habituado a muitos outros produtos, este filme parece demasiado insípido, a mim pareceu….

Primeiros Capítulos

Acho que foi o Mega Ferreira numa das usas crónicas na Visão, e salvo erro há duas semanas, que escrevia sobre as melhores primeiras páginas de ficção de sempre. O artigo servia para enaltecer a primeira página dum romance, não me lembro qual, do Camilo.
Lembrei-me ao ler a crónica não da primeira página, mas do primeiro capítulo do Mau tempo no Canal de Vitorino Nemésio.
É um dos melhores primeiros capítulos que já li, deixa-me sempre um sorriso nos lábios.