Humor tripeiro

“Estavam 3 Benfiquistas e 3 Portistas numa estação, à espera de comboio para irem a um jogo de futebol. Os três Benfiquistas vão até à bilheteira e compram três bilhetes. A seguir, vão os três Portistas até à bilheteira, mas só compram um bilhete. Os Benfiquistas ficam espantados e perguntam: – Como é que vocês são três e só compram um bilhete? Vocês não têm hipótese de fazer a viagem e passar o mesmo bilhete para os três!… – Não se preocupem que vocês vão ver… – respondem os Portistas. Mal entram no comboio os três Portistas dirigem-se à casa de banho e apertam-se lá dentro o melhor possível,demaneira a fechar a porta. Quando vem o Revisor, pica os bilhetes dos Benfiquistas, vê a luz da casa de banho acesa, bate à porta e diz: – BILHETE, por favor!!! A porta abre-se só com uma frinchinha, através da qual sai uma mão com o bilhete. O Revisor, agradece e segue. Os Benfiquistas acham a ideia fantástica, e decidem fazer o mesmo, na viagem de regresso! – Estes Portistas são uns génios!… No regresso, os três Benfiquistas compram só um bilhete, mas os Portistas não compram nenhum. – Como é que vocês vão viajar sem bilhete? É impossível!!! – Vocês vão ver, está tudo sob controlo – objectam os Portistas.Quando entram no comboio, os Benfiquistas espremem-se todos para dentro de uma casa de banho, e fecham a porta. Os Portistas fazem o mesmo na casa de banho ao lado. Passado um minuto, sai um dos Portistas, bate à porta da casa de banho dos Benfiquistas e diz: – BILHETE, por favor!…”

Um dos meus contactos

no messenger, de vez em quando, coloca algumas frases como sendo o seu nick name.
Às vezes rio-me, outras nem por isso. Já por uma ou duas vezes lhe disse alguma coisa acerca delas. Mas hoje olhei e…
“O Jazz é dirigido para uma elite emocional”. Hum….
Ainda estou a tentar perceber o que é que a frase quer dizer. Eu percebo a sintaxe, o sentido, mas ao mesmo tempo…
Só o Jazz é dirigido a elites emocionais? Não acontece o mesmo com toda a chamada música clássica e/ou erudita? O que é uma elite emocional? Poderão ser considerados como uma elite emocional os milhares de fãs (e eu!e eu!) que vão ver os Maiden em Junho?

Alguém me quer ajudar a distrinçar toda esta frase?

Clemência

Os impetos têm destas coisas.
Ivo Ferreira está preso no Dubai por ter fumado (ou dado duas passas) num charro. Cá não teria tido problemas, lá a Polícia entrou-lhe em casa e levou-o preso, está numa cela de 3,9×3,9 que chega a levar 18 presos(informação no Público de hoje).
Eu não sei o que é pior, saber que fumar haxixe é um crime no país em questão e mesmo assim prevaricar ou agora mobilizar todo um país em volta desta questão. Será excessiva a punição? Penso que sim. Será que as prisões poderiam ser mais humanizadas? Acredito que sim, mas sou daqueles que pensa que a nossa sociedade trata com demasiado carinho os presidiários. E fico-me por aqui, nesta questão.
Agora, sinceramente tem que haver um bocadinho mais de pejo. Quando vou a casa de alguém comporto-me consoante as regras de educação e adequo-me ao espaço onde estou. Se tiver mais à vontade com as pessoas irei comportar-me de forma diferente do que se não as conhecer. Ivo Ferreira foi para um estado Islâmico com as suas regras, diferentes das nossas e agora pode pagar (excessivamente) por prevaricar. É óbvio que é um jovem, que não deu mais do que duas passas e que toda esta situação é demasiado bárbara para nós. Conclusão? Somente a misericórdia ou a clemência das autoridades do Dubai lhe podem valer…
Vamos esperar…

Atlântico

Comprei hoje o nº 2 da revista Atlântico.
Acho-a, globalmente, um pouco desequilibrada, pelo menos para o meu gosto. Há textos que me interessam bastante e depois tenho de folhear algumas páginas até parar noutro.
Penso que sofre de “diarreia verbal”, noto uma necessidade de dizer algo utilizando muitas palavras e mostrando conhecimentos, quiçá uma mania da direita?
Enfim, acho que 3€ são demasiados euros a pagar pelo conteúdo, prefiro gastar 2,5€ semanalmente no Courrier Internacional.

Yogi Pijama
Buscando sem saber bem o quê
Perdido como quem não vê
Calado como quem não tem resposta para quem o chama
Desesperado, como quem por ter medo da desilusão não ama
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
Quebrando os seus ossos na rua
Fugindo da verdade nua
Como se abrir as portas ao
Mundo fosse uma coisa obscena
Desencontrado como quem por ter medo da foz o rio condena
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
E já que nós nunca estamos sós
Vamos lá desatar os nós
E vamos lá chegar inteiros, onde quer que a vida nos leve
E enquanto é tempo
Deixa ver esse sorriso, que isso torna a pena mais leve
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama

Marcado

Existem livros que me marcaram positiva e negativamente. Abro aqui um pequeno espaço apara falar deles, de alguns, positiva e negativamente.
A MISSÃO, de Ferreira de Castro. Não sei como o livro chegou às minhas mãos. Sei que fiz um trabalho na Faculdade que consistia na comparação entre este livro e o filme de Rolland Joffé A Missão. Embora o título seja o mesmo, as histórias são diferentes. Se encontrar o trabalho até o publico por aqui.
Enfim, penso que foi por essa razão que descobri este conto de Ferreira de Castro. É uma pequena história que já li duas ou três vezes e a que vou regressando de vez em quando.
A história passa-se durante a 2ª Guerra Mundial, numa aldeia. Essa aldeia tem um convento e uma fábrica, ora os edifícios onde ambos estão localizados são iguais, e é desta realidade que toda a história nasce. Os frades vão discutir sobre a necessidade ou possibilidade de marcar o convento de forma a que os bombardeiros saibam que ali é um convento e desse modo se abstenham de destruí-lo, como dizem as leis de guerra. E o conto trata disto, da discussão entre eles, dos temores de cada um, da obrigatoriedade da nomeação do convento como tal mostrando aos inimigos onde é a fábrica, assinando a sentença de morte dos trabalhadores, destruindo toda a aldeia que os acolheu. Discute-se aqui também a noção de religioso, a ideia de vocação e de emprego, foram porque se sentiram chamados ou porque dava dinheiro? Em momentos de água a ferver saltam para dentro dela ou atiram-na para cima dos outros?
É disto que este livro trata e fá-lo, na minha opinião, magistralmente. Põe a nú a falibilidade humana, a pequenez e grandeza do espírito humano, e acaba cinicamente com uma lição de moral.
Procurem-no, peçam emprestado. Vale a pena e é um conto com somente 80 páginas, lê-se de uma penada.