Texto em www.maisfutebol.iol.pt

A assembleia geral do F.C. Porto já se aproximava do fim, estava-se no quarto ponto da ordem de trabalhos, um ponto que reserva meia-hora para discussão de outros assuntos não agendados. Basicamente eram trinta minutos abertos ao debate de ideias propostas por qualquer associado que tivesse alguma coisa a dizer.

Entre um orador que pedia bilhetes mais baratos e outro que queria mais ingressos para os familiares de sócios, apareceu um último com uma proposta curiosa. Sardoeira Pinto, na conferência de imprensa, não revelou o nome do senhor, revelou apenas a proposta: que os jogadores rematassem de forma diferente.

O associado em causa é um estudioso da física e apresentou um cálculo de probabilidades que revela que cada remate tem 50 por cento de hipóteses de dar em golo. Ora o estudo do físico, cuja argumentação não foi revelada, passa exactamente por optimizar essa percentagem de sucesso.

Para tal basta que os remates sejam feitos com uma graduação diferente da que os jogadores do F.C. Porto utilizam agora, tornando-se óbvio, pelo menos para o associado, que o ângulo de remate também tem de ser outro. Se Maniche, McCarthy, Carlos Alberto, Quaresma e companhia cumprirem as instruções métricas que o estudo pressupõe, então a bola descreverá efeitos que aumentarão as hipóteses de transformar o remate em golo. É exactamente isso que o associado pretende. Que os remates sejam feitos cumprindo as instruções dadas no seu estudo.

Refira-se, por fim, que Pinto da Costa pediu ao associado que contactasse os responsáveis pela área da formação para que o estudo fosse aplicado nas escolinhas do clube.

Hoje tenho saudades do meu amor…

Deixa eu dizer que te amo

Deixa eu pensar em você

Isso me acalma me acolhe a alma

Isso me ajuda a viver

Hoje contei pra as paredes

Coisas do meu coração

Passeei no tempo

Caminhei nas horas

Mais do que passo a paixão

É um espelho sem razão

Quer amor fique aqui

Meu peito agora dispara

Vivo em constante alegria

É o amor quem está aqui

Amor I love you

Para o meu amor (ou a minha canção de amor favorita)!!!!

Eles dão duas crianças

a viver esperanças, a saber sorrir.

Ela tem cabelos louros,

ele tem tesouros para repartir.

Numa outra brincadeira

passam mesmo à beira sempre sem falar.

Uns olhares envergonhados

e são namorados

sem ninguém pensar.

Foram juntos outro dia,como por magia,

no autocarro, em pé.

Ele lá lhe disse, a medo:

‘O meu nome é Pedro e o teu qual é?’

Ela corou um pouquinhoe respondeu baixinho:

‘Sou a cinderela’

.Quando a noite o envolveu

ele adormeceu e sonhou com ela…

Então

Bate,

bate coração

Louco, louco

de ilusão

A idade

assim não tem valor.

Crescervai dar tempo p’ra aprender,

Vai dar jeito p’ra viverO teu primeiro amor.

Cinderela das histórias

a avivar memórias, a deixar mistério

Já o fez andar na lua,

no meio da rua e a chover a sério.

Ela, quando lá o viu,

encharcado e frio, quase o abraçou.

Com a cara assim molhada

ninguém deu por nada, ele até chorou…

Então …

E agora, nos recreios,

dão os seus passeios, fazem muitos planos.

E dividem a merenda,

tal como uma prenda que se dá nos anos.

E, num desses momentos,houve sentimentos a falar por si.

Ele pegou na mão dela:’Sabes Cinderela, eu gosto de ti…’

Voltei

Pois é… A conferência acabou. Muito podia ser dito mas…

mas… estou cansado! Estou com uma daquelas dores de costas!!!

No entanto, não me quero ir embora sem deixar duas ou três citações. Escolhi algumas que falam do relacionamento professor/aluno. Mexeram comigo.

“O Professor pode ensinar a um aluno uma lição por dia, mas se despertar nele a curiosidade, ele continuará aprendendo enquanto viver”

“Ninguém pode saber até onde vai a influência de um professor. O aluno poderá não se lembrar da matéria dada, mas lembrar-se-á do professor – das suas atitudes, seu carácter, etc…”

“Estou sempre pronto a aprender, mas nem sempre estou pronto a ser ensinado” – Winston Churchill (A biografia deste Primeiro Ministro inglês já está na minha lista de Natal, se alguém quiser oferecer-ma, lol)

Anos 80

Adoro o campo, as arvores e as flores

Jarros e perpétuos amores

Que fiquem perto da esplanada de um bar

Pássaros estúpidos a esvoaçar

Adoro as pulgas dos cães

Todos os bichos do mato

O riso das crianças dos outros

Cágados de pernas para o ar

Efectivamente escuto as conversas

Importantes ou ambíguas

Aparentemente sem moralizar

Adoro as pêgas e os padrastos que passam

Finjo nem reparar

Na atitude tão clara e tão óbvia

De quem anda a engan(t)ar

Adoro esses ratos de esgoto

Que disfarçam ao pilar

Como se fossem mafiosos convictos

Habituados a controlar

Efectivamente gosto de aparência

Imponente ou inequívoca

Aparentemente sem moralizar

Efectivamente gosto de aparência

Aparentemente sem moralizar

Aparentemente escuto as conversas

Efectivamente sem moralizar

Efectivamente….sem moralizar

Aparentemente…sem moralizar

Efectivamente

GNR

Last Words

Não é que tenha ficado fatalista! Mas lembrei-me de procurar as últimas palavras de algumaas pessoas célebres.

See in what peace a Christian can die.~~ Joseph Addison, writer, d. June 17, 1719

Is it not meningitis?~~ Louisa M. Alcott, writer, d. 1888

Am I dying or is this my birthday?When she woke briefly during her last illness and found all her family around her bedside.~~ Lady Nancy Astor, d. 1964

Friends applaud, the comedy is finished.~~ Ludwig van Beethoven, composer, d. March 26, 1827

I should never have switched from Scotch to Martinis.~~ Humphrey Bogart, actor, d. January 14, 1957

I am about to — or I am going to — die: either expression is correct.~~ Dominique Bouhours, French grammarian, d. 1702

Now I shall go to sleep. Goodnight.~~ Lord George Byron, writer, d. 1824

I am still alive!Stabbed to death by his own guards – (as reported by Roman historian Tacitus)~~ Gaius Caligula, Roman Emperor, d.41 AD

Turn up the lights, I don’t want to go home in the dark.~~ O. Henry (William Sidney Porter), writer, d. June 4, 1910

Father, into thy hands I commend my spirit.From Luke 23:46~~ Jesus Christ

Breve texto sobre a brevidade

Ao lado dela os carros passam numa correria desenfreada.
Pensa na sua vida. Está farta dos pais, sempre a ditar ordens. Do namorado que só lhe liga quando quer. De procurar emprego, sem sucesso. Dos amigos que desaparecem quando ela precisa deles. Olha para o céu. Vê o sol e a lua. Duas crianças passam por ela, a correr e a brincar seguidas por um cãozito. Recebe uma mensagem no telemóvel. Uma amiga diz que está lá para o que for preciso. Sorri. Há tantas razões para viver. Avança em direcção à estrada, ouve o apito e é atropelada pelo táxi. Chega já morta ao hospital.

Texto breve (III)

Sorri e corre dum lado para o outro. Sente-se livre. Farto de estar em casa, passear num centro comercial é uma novidade e ao mesmo tempo uma aventura. Corre duma montra para outra. Vê brinquedos. Pede com os olhos e com palavras. Excitado, espera por uma resposta.
O pai, farto da balbúrdia semanal, sorri rangendo os dentes. Lembra-se dos passeios com o pai ao campo. Aí sim, brincava, jogava à bola, corria, aprendia a ser criança.
Olha tristemente para o seu filho! Sorri e pede-lhe calma.
A mãe procura, atenta e lentamente, uma prenda para a sogra. Farta-se dos gritos do filho. As suas corridinhas e gritinhos cansam-na. Dentro duma loja, a mala empurra umas canecas para o chão. Paga-as a contra gosto.
Cinco minutos depois o puto corre até ela e pede-lhe um brinquedo que vê numa montra. Pensa nas canecas e puxa o braço atrás. Dá-lhe uma bofetada, que o apanha desprevenido.
“Tou farta de ti! Porta-te bem.”
Uma lágrima cai, sorrateiramente, pelo rosto do catraio. A chapada magoou-o. Mas não na cara.